Publicado 04 de Junho de 2015 - 5h30

A greve dos servidores municipais de Campinas está mantida após a rejeição da contraproposta de aumento salarial de 7,21%, apresentado pela Prefeitura na tarde de ontem. Em reunião que durou duas horas, o acordo não avançou e os grevistas decidiram em assembleia que continuarão as paralisações a partir de segunda-feira. Durante a espera da nova proposta do governo, servidores municipais fecharam por 1h30 a pista externa da Avenida Anchieta, e o trânsito na região central travou no final da tarde.

A Prefeitura de Campinas ampliou, ontem, a proposta de reajuste para os servidores municipais, oferecendo 7,21% agora (data-base de maio) e 1,07% em novembro. Para o auxílio-alimentação, a proposta foi de 15,9%, que elevaria para R$ 788,00 o benefício — avançou R$ 29,00 desde a primeira negociação na semana passada —, e 20% no auxílio-nutricional, que passaria para R$ 120,00.

De acordo com o secretário de Relações Institucionais, Wanderley Almeida, a proposta oferecida representa um “grande esforço” por parte do governo em atender às reivindicações dos servidores. “Esta semana não tivemos novidades positivas no que diz respeito à arrecadação, o que sinaliza para um déficit no final do ano de cerca de R$ 300 milhões. Desde nossa primeira proposta avançamos, mas temos um limite orçamentário”, disse.

Os funcionários reivindicam reajuste salarial de 18,64%, R$ 905,00 de vale-alimentação (o valor atual é de R$ 690,00) e o mesmo valor de auxílio nutricional (o valor atual é de R$ 100,00) para os aposentados, além de plano de saúde e seguro de vida. Antes da greve, o governo havia acenado com reajuste de 7,13% nos salários e 10% no auxílio-alimentação dos ativos e no vale nutricional dos aposentados.

A rejeição da proposta, de acordo com o sindicato, ocorreu porque o reajuste seria concedido de forma parcelada. “A categoria considerou essa nova contraposta muito aquém. Os trabalhadores estão mobilizados e o momento de conquistar é agora”, informou a direção do sindicato por meio de nota. Outro fator que teria impedido o avanço na mesa de negociação foi a recusa da Prefeitura em debater a adoção das OSs (Organizações Sociais), entidades sem fins lucrativos que seriam contratadas pelo poder público para prestar serviço terceirizados nas áreas de Saúde, Educação, Assistência Social, entre outras.

Adesão

De acordo com a Prefeitura o índice de ausência dos servidores permaneceu estável ontem. Cerca de 2% dos profissionais não compareceram ao trabalho, informou. Já o sindicato contabiliza cerca de 3 mil trabalhadores mobilizados durante o ato em frente ao Paço Municipal. Segundo balanço da entidade, a Educação esteve 50% paralisada e a Saúde, 30%.

Os servidores municipais de Campinas bloquearam a faixa externa da Avenida Anchieta, por volta das 16 h, travando o trânsito. De acordo com a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), os manifestantes ocupavam a escadaria do Paço Municipal, quando decidiram bloquear parte da rua.