Publicado 03 de Junho de 2015 - 5h30

As árvores da espécie ficus e paineira, que corriam risco na Avenida Orosimbo Maia, ganharam proteção esta semana. Para reparar o solo e evitar a exposição das raízes, a Prefeitura de Campinas realizou as obras para segurar as plantas. Foi necessário recuperar o talude e o Departamento de Parques e Jardins (DPJ) optou, após estudo, por concretar o local. A outra opção seria colocar grama na descida. O problema foi alvo de reportagem do Correio na segunda quinzena de maio.

Os moradores temiam que as árvores não suportassem ventos e chuvas fortes, além de alagamentos, comuns no local. Elas ficam na margem do córrego, plantadas na descida para o rio e estavam com metade das raízes expostas pela erosão. Segundo pessoas que trabalham no entorno, o problema ocorre há três anos. Em dezembro, após reportagem, a Prefeitura informou que vistoriou o local e que a árvore estava saudável, embora o solo tenha sofrido erosão.

O engenheiro responsável pela obra, Antonio José Paes, disse que a recuperação do talude do córrego envolve a recomposição do aterro e o revestimento do talude com concreto armado. A obra está sendo feita há duas semanas. Segundo ele, o canal recebe manutenção contínua, e que pode ser que outro trecho apresente problema. “É um canal muito antigo. Optamos pelo concreto porque a velocidade de escoamento do canal é muito alta, então a grama não aguenta.”

Para a população, a medida foi importante pois o local ficou mais seguro. “Antes, quando chovia, a gente achava que a árvore ia junto”, disse a operadora de telemarketing Silvana de Campos, de 42 anos. A dona de casa Amarília Fernandes, de 42 anos, afirmou que o uso do cimento foi errado, porque pode matar a árvore. “Agora ela não tem muito para onde crescer, eu acho.” O frentista Raimundo Silva, de 54 anos, aprovou a obra, pois diz que ficou melhor para caminhar na calçada. “Estava cedendo o solo, caindo para o rio. Agora achei que resolveu”, disse.

A Prefeitura informou que possui um laudo indicando que as árvores não oferecem risco de queda. (Sarah Brito/AAN)