Publicado 02 de Junho de 2015 - 5h30

O jornal mantém aí ao lado praticamente uma página inteira para que os leitores manifestem suas opiniões. A interatividade é um verdadeiro sucesso e o espaço é quase sagrado, publicando até mesmo a fotografia do leitor. Não existe no Brasil qualquer outro jornal que siga esse exemplo.

O diretor de redação sabe que o espaço é exclusivamente do leitor e que não tem qualquer sentido colocar ali a opinião do jornal por meio de Notas de Redação.

Ao final de minha coluna, procurando prestigiar a interatividade proposta pelo Correio Popular, publico meu e-mail. Respondo a todos que me escrevem, seja quando elogiam, criticam ou insultam.

Aos que elogiam, agradeço: aos que criticam, provoco o debate; aos que me insultam, eu também insulto, homenageando as disposições de nosso Código Penal que diz: “chumbo trocado não dói”.

Não escrevo para agradar ninguém, manifesto minha opinião sincera sobre o que penso sobre os assuntos e não tenho medo de críticas e nem de insultos.

O objetivo é provocar reações, sejam favoráveis ou contrárias. É tirar o leitor da passividade e do conformismo.

Lembro-me, que no desastroso governo da rainha Izalene, quando a cidade estava um verdadeiro lixo, os leitores protestavam na coluna a eles reservada contra o cocô dos cachorros na Lagoa do Taquaral.

Aquilo me deixava indignado, mas em muito pouco tempo os leitores foram percebendo que precisavam reagir.

Recentemente, critiquei o barulho da Escola de Cadetes e um coronel do exército, de forma nada elegante, afirmou que eu estava usando minha coluna para fazer uma reclamação pessoal. Não respondi a ele na Coluna do Leitor, que é um espaço exclusivo dos leitores, mas sim aqui em minha coluna.

Ao contrário do coronel, o comandante da EsPCEx convidou-me para visitar a escola e de forma muito cordial reconheceu alguns excessos e prometeu corrigi-los.

Hasteada a bandeira branca, alguns outros leitores saíram em defesa da escola ou em minha defesa debatendo um tema que já não era mais polêmico.

De qualquer forma meu objetivo foi cumprido, ou seja, conseguir uma reação dos leitores.

Sempre brinco com meus amigos petistas, dizendo a eles que são meus maiores leitores, porque leem meus artigos duas vezes: a primeira para sentir raiva e a segunda para entender.

Realmente não me importo com as críticas que recebo, sejam elas justas ou injustas. O que me importa na realidade é provocar reações dessa sociedade anestesiada, que trabalha mais de seis meses do ano para pagar impostos e aguenta toda sorte de bandalheiras com o dinheiro público, aplaudindo muitas vezes um governo desonesto, demagogo e populista.