Publicado 04 de Junho de 2015 - 5h30

O Grêmio precisou de apenas quatro minutos para vencer o Corinthians em sua casa. Os dois primeiros gols, logo no início da partida, na Arena Grêmio, em Porto Alegre, tiveram o efeito de um tsunami do qual o Timão não conseguiu se reconstruir. O placar final — 3 a 1, pela quinta rodada — foi o retrato da superioridade de uma equipe que foi mais objetiva, certeira e fez o que quis dentro de casa. Foi o terceiro jogo sem vitória do Corinthians no Brasileiro e a segunda derrota seguida após a queda no clássico com o rival Palmeiras.

Os primeiros quatro minutos da atuação gremista ilustram a perfeição como um time deve jogar em casa. Velocidade, movimentação, objetividade, marcação na área do rival, intensidade e a bola de pé em pé fizeram a equipe abrir 2 a 0 antes que o Corinthians pudesse puxar o fôlego e começar a jogar.

Foi um início perfeito, memorável com gols de Giuliano e outro de Marcelo Oliveira, esse um golaço de fora da área.

O Corinthians se reencontrou no jogo pelo lado direito. As triangulações entre Fagner, o melhor da equipe, Renato Augusto e Bruno Henrique deixaram o time perigoso. Depois de um gol feito perdido por Romero, Mendoza diminuiu: 2 a 1.

O cenário, no entanto, não se alterou. O Grêmio continuou elétrico, acertou uma bola na trave com Galhardo em cobrança de falta e fez o terceiro com Luan — no lance, falha de posicionamento de Bruno Henrique. Em dois jogos, a equipe de Tite, que se notabilizou pela força defensiva, levou cinco gols.

O Corinthians continuou funcionando do meio para a frente — Jadson e Renato Augusto entraram no jogo — e teve seus bons momentos. Mendoza perdeu o melhor deles, aos 47’. A retaguarda, no entanto, continuou vulnerável. O Grêmio finalizou seis vezes no primeiro tempo e marcou três gols; o Corinthians fez apenas um tento em 10 chutes.

Nestas estatísticas, a partida foi marcada pelo protagonismo de alguns jogadores que haviam sido coadjuvantes — quase figurantes — em outros clubes. Um dos melhores do Grêmio, por exemplo, foi o meia Maicon, que não teve chances no São Paulo; Yuri Mamute, preterido pela Seleção Brasileira Sub-20 que disputa o Mundial, deixou a defesa corintiana atordoada. Vagner Love, no entanto, fez o caminho inverso. Ele entrou no lugar de Romero no começo do segundo tempo, mas continua a ser apenas uma sombra do artilheiro do passado. (Da Agência Estado)

A FRASE

“Vamos nos fortalecer. Não está fácil. Temos que dar a volta por cima e espantar esta crise.”