Publicado 13 de Julho de 2015 - 5h00

Por Gustavo Abdel

Placa indica o grande lago do parque, hoje transformado em lâmina d?água de poucos centímetros

César Rodrigues/ AAN

Placa indica o grande lago do parque, hoje transformado em lâmina d?água de poucos centímetros

Os lagos do Parque das Águas, no Parque Jambeiro, em Campinas, que agonizam com a pouca água, deverão passar por um processo de desassoreamento assim que a Prefeitura obtiver a licença de órgãos ambientais. O processo de assoreamento vem ocorrendo nos últimos dois anos.

Um dos lagos está quase completamente seco, com apenas um fio d’água entrecortando a areia, e o outro, que ostenta milhares de flores de lótus, no Verão, está com a lâmina de água com poucos centímetros. Frequentadores lamentam que a situação do parque, o maior da região Sul de Campinas, tenha chegado a esse ponto.

Um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que determinava à construtora Rossi a responsabilidade pela manutenção do parque, com aproximadamente 300 mil metros quadrados, foi encerrado em março do ano passado, e a Prefeitura passou a gerir o espaço.

Desde então, os frequentadores relatam que mês após mês observam o nível dos pequenos reservatórios diminuir.

De acordo com o secretário de Serviços Públicos de Campinas, Ernesto Paulella, os laudos técnicos sobre a situação dos lagos estão prontos e foram protocolados ontem na Secretaria Municipal do Verde, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.

“Os lagos foram sendo assoreados por causa dos sedimentos de material de construção civil carreados do bairro. Por ser uma área sem vegetação, a erosão acaba indo para o local mais fundo, no caso o parque, que fica em uma baixada”, explicou Paulella.

Segundo ele, são 18 mil metros cúbicos de água, e serão necessários aproximadamente 11,3 mil caminhões para retirar a areia depositada ao longo dos anos no fundo do lago. O secretário não deu prazo para que o desassoreamento tenha início.

Beleza ameaçada

A dona de casa Maria Martins, de 60 anos, leva diariamente seu neto para brincar no parquinho e lamenta a situação de um parque que é referência pela beleza em Campinas. “É uma pena, não tem mais água. E, se demorarem muito para fazer alguma coisa, sumirão as aves que sempre vêm aqui”, disse.

Outro fator que tem afastado os frequentadores que costumam caminhar ao entardecer é a falta de iluminação em mais de 30 dos 60 pontes da área de lazer. Fotos de leitores mostram o parque às escuras. Ontem, o secretário Paulella informou que havia um curto-circuito e que um eletricista estava no local à tarde consertando.

“A parte eletrônica da obra de iluminação não foi feita adequadamente, pois a fiação não foi colocada dentro de tubulações (conduites) e sim diretamente no solo. Dessa forma, a fiação sofre com a umidade e acaba dando curtos-circuitos”, disse o secretário.

Para resolver esse problema, o secretário disse que as fiações do parque terão que ser aéreas para faciliar a identificação de onde está o problema em caso de apagão. O parque tem seis funcionários que fazem a manutenção do jardim e as partes hidráulica e elétrica são executadas por funcionários do Departamento de Parques e Jardins (DPJ).

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Gustavo Abdel