Publicado 05 de Junho de 2015 - 5h00

Por Milene Moreto

Milene Moreto

Cedoc/RAC

Milene Moreto

Desde que assumiu a presidência da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), tem sido alvo de diversas críticas, até mesmo pelo processo eleitoral que o conduziu ao cargo. Determinado a votar a qualquer custo a reforma política, que até agora não agregou nada na vida do brasileiro, muito pelo contrário, o peemedebista deixou de lado os protocolos e regras da Casa, até mesmo as constitucionais e, ao ver o financiamento privado de campanha reprovado pela maioria, resolveu votar novamente. De uma hora para outra, os deputados mudaram de opinião.

Explicações

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, pediu para Cunha tentar explicar o que levou a Câmara a votar duas vezes o mesmo processo e de um dia para o outro. O pedido de explicações foi feito por causa um mandado de segurança protocolado por 63 deputados que não concordaram com o processo de votação. Agora, a explicação é opcional. Cunha pode se negar a fornecer detalhes. Ele não é obrigado a responder.

Frase

Eu sinto que o trabalho de controle da dengue é um trabalho de enxugar gelo. A gente tira 100 toneladas de entulhos e dez dias depois volta tudo. (Do secretário de Saúde de Campinas, Carmino e Souza, sobre os novos números da dengue na cidade).

Cabe todo mundo

E por falar em Cunha, o presidente da Câmara está em sua primeira viagem oficial e passará por Israel, Palestina e Rússia. Cunha viajou com uma comitiva de 11 deputados, três assessores, um amigo e dois membros da comunidade judaica no Brasil. Cunha e outros três parlamentares aproveitaram o momento e levaram suas mulheres.

Como a vida é boa

Em Israel, o grupo ficou hospedado no hotel Waldorf Astoria de Jerusalém, cujas diárias variam de US$ 530 a US$ 1.450, o que equivale a R$ 1.650 e R$ 4.500. A viagem também contará com excursões turísticas. Enquanto isso, o povo brasileiro amarga uma grava crise econômica. Pelo visto, o corte nas despesas só livra as contas dos nobres deputados.

PMDB

O PMDB em Campinas fechou acordo recentemente com o governo do prefeito Jonas Donizette (PSB) e passou a integrar o primeiro escalão com o comando da Secretaria de Trabalho e Renda, que tem como chefe Arnaldo Salvetti.

Mas...

Tem quem acredite que a aliança entre PMDB e PSB não se sustenta até 2016, quando o prefeito tentará a reeleição. O partido tem seus alinhamentos na região e que não vão na mesma direção do PSB.

Alianças

A aliança de Jonas foi ampliada este ano e já acomodou além do PMDB, o Solidariedade. A conversa com os integrantes do PDT, no entanto, não avançou. O mesmo acontece com o PSD, do ministro das Cidades, Gilberto Kassab. Não existe acordo até agora e as duas legendas poderão ter candidatos próprios no ano que vem.

É ele

No PT, o nome do economista Marcio Pochmann continua sendo visto como certo nas urnas em 2016. O partido não demonstra vontade de abrir mão da candidatura própria para apoiar outras legendas. Porém, as conversas entre o núcleo que não está alinhado ao PSB andam intensas em Campinas.

É 8,36%

Os integrantes do governo do prefeito Jonas Donizette (PSB) informaram que não ofereceram apenas 7,21% de aumento aos servidores na negociação da última quarta-feira. O índice, segundo eles, foi o do ICV do Dieese, de 8,36%, o mesmo que será aplicado aos salários dos servidores da Câmara. No entanto, no momento, só podem oferecer os 7,21%. O restante seria aplicado aos salários no mês de novembro. Os funcionários rejeitaram o parlacelamento e decidiram manter a greve que começou no início da semana.

Colaborou Gustavo Abdel/AAN

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Milene Moreto