Publicado 04 de Junho de 2015 - 17h43

Por Raquel Valli

Pedido de ajuda pediu da própria acumuladora, que, mesmo com resistência, concordou em doar os bichos

Elcio Alves

Pedido de ajuda pediu da própria acumuladora, que, mesmo com resistência, concordou em doar os bichos

 Protetores de animais de Campinas se reuniram para poder fazer um dos maiores resgates da história da cidade. Resgataram 110 gatos e uma cachorra que viviam espremidos na casa de uma acumuladora na região do Ouro Verde. Devido à quantidade de animais, a ação começou na noite de sexta-feira (3) e só terminou na madrugada deste sábado (4) - por volta das 2h30 -, contando com uma força-tarefa de pelo menos 13 ativistas.

O pedido de ajuda partiu da própria acumuladora, que, mesmo com resistência, concordou em doar os bichos.

Os animais “estão muito debilitados e estressados”, revela a protetora Juliane Wildemann, do grupo OperaCÃO Resgate. “Alguns estão com sérios problemas nos olhos. Estavam em condições muito precárias, em um espaço minúsculo, de cerca de 2m² por 2m², em meio ao próprio xixi e cocô”.

Além da ajuda médica-veterinária, os protetores precisam agora de ração, potes para água e comida, produtos de limpeza, jornais, cobertores, remédios, vermífugos e recursos para todas as castrações.

URGÊNCIA

Além da própria questão de saúde, eles têm ainda que arrumar 110 lares definitivos para todos os gatos dentro do prazo de 30 dias. É que para poderem fazer o resgate, encontraram uma pessoa que cedeu um espaço para abrigá-los por um mês, conta Heliet do grupo ativistas 269life.

 “Foi um ato de coragem termos resgatado assim. Agora temos que correr contra o tempo, porque a segunda-feira começa, a vida das pessoas segue, mas todos esses gatos, em 30 dias, não terão pra aonde ir”, disse, referindo-se ao iminente despejo.

O local onde os bichanos estão não será divulgado porque os protetores temem que mais animais sejam abandonados na porta da casa – prática comum onde há abrigos.

Para encontrar alguém que se disponibilizasse a emprestar o espaço foram três dias de buscas. A denúncia foi recebida no domingo, quando os ativistas começaram a mobilizar-se.

A ação contou com o suporte dos veterinários Alexandra Pavanello e Roberto Steverson, que prestaram os primeiros atendimentos médicos.

A cachorra, especificamente, foi batizada de Branca e ficou sob a tutela do OperaCÃO Resgate, que a encaminhou a uma clínica-veterinária, onde além dos cuidados de saúde ficará hospedada até encontrar um lar temporário ou permanente.

DOAÇÕES

Podem ser entregues nas clínicas:

Alexandra Pavanello

Rua Dona Licínia Teixeira de Souza, 386 - Vila Proost de Souza, Campinas (em frente ao Posto de Saúde do bairro)

Animal Care

Rua Jorge Figueiredo de Corrêa , 1364 - Taquaral (fica na rua de trás da CPFL, próximo à Padaria Pão da Primavera)

Late e Mia

Rua Itália 333 - Bonfim (é uma travessa da Av. Andrade Neves)

Contatos específicos para adoção dos gatos devem ser feitos com Andreia Rowlands Carvalho pelo e-mail [email protected] ou pelo celular (19) 9-7410-8102. 

Já quem quiser adotar a cachorrinha, deve contatar Juliane Wildemann do OperaCÃO Resgate pelo Facebook.

Foto: Ítalo Lio Maia/ Dep. de Arte/ RAC

Participantes do resgate

Participantes do resgate

Escrito por:

Raquel Valli