Publicado 02 de Junho de 2015 - 5h00

Por Maria de Fátima

A palavra bullying pode ser traduzida como “valentia”. Essa expressão é utilizada para designar situações em que alguém, ou um grupo, agride uma ou mais pessoas persistentemente, principalmente no ambiente escolar.

Também se refere à violência ou discriminação até mesmo contra um país, como no caso de Cuba e Estados Unidos, por exemplo.

Nos últimos tempos essa denominação ganhou destaque quando o atirador contra as crianças da escola em Realengo, em 2011, deixou vídeos em que afirmava ter sido vítima dessa modalidade de agressão.

Assim como o bullying, qualquer ato violento pode provocar problemas psicológicos graves, quando não existe assistência adequada à sua vítima.

Na escola, toda a comunidade acadêmica, incluindo os pais de alunos, deve ser mobilizada para não se tolerar nenhuma agressão. É comum que se faça “vista grossa” a esse problema, assim como a tantos outros, que tomam conta do ambiente escolar.

Na escola a educação familiar – imaginemos que adequada – deve ser incentivada e mantida. Educar uma criança é ensiná-la a respeitar os outros, a seguir regras de convivência social, a obedecer limites e a ser fraterna. Não cabe à escola ensinar essas atitudes aos alunos, mas reforçar o que a família já ensinou.

Desse modo, quando observamos uma situação de bullying, podemos supor que os seus autores tiveram uma má educação em casa.

Muitos dos que praticam essa agressão, certamente, observaram atitudes transgressoras e de violência doméstica praticadas por seus pais. A falta de limites também pode levar uma criança a praticar atos de tirania.

Uma criança não teria capacidade em articular ações de terror, despotismo e covardia contra um colega, caso não tivesse dificuldades dentro de sua própria casa. A exposição à violência na infância, sempre trará consequências danosas.

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Maria de Fátima