Publicado 02 de Junho de 2015 - 21h29

Por Agência Brasil

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) não melhorou as suas duas propostas de reajuste aos ferroviários: a primeira é de aumento de 8,25% a salários e benefícios; a segunda é uma elevação de 10% nos benefícios, um aumento salarial igual a inflação dos últimos 12 meses até março (6,65%), somado 1% de produtividade. O assunto foi discutido na tarde de hoje (2) em audiência no Tribunal Regional do Trabalho (TRT),

Os trabalhadores chegaram a diminuir a proposta para 9,29% para salários e benefícios. O TRT sugeriu então que a CPTM oferecesse 8,5% a salários e benefícios. Mas a CPTM não alterou as propostas.

O presidente do Sindicato dos Ferroviários de São Paulo, Eluiz Alves de Matos, disse, na mesa de negociação, que poderia até defender na assembleia dos trabalhadores a proposta de 8,5%, mas não uma inferior a isso.

Segundo uma estimativa do tribunal, a diferença de 0,25% entre as partes significaria um custo de aproximadamente R$ 2,5 milhões por ano para a empresa, que tem arrecadação diária de aproximadamente R$ 3 milhões.

“Infelizmente, a CPTM não chegou a uma proposta a contento que possa ser apreciada e defendida pelo sindicato na assembleia, agora, às 18 horas. A empresa é intransigente, a data base da categoria é março, estamos há 90 dias na mesa de negociação. Esta é a terceira tentativa conciliatória, infelizmente eles avançaram muito pouco”, disse Matos.

Desde as 18h, quatro sindicatos de ferroviários, o de São Paulo, o da região Sorocabana, o da Central da Brasil e o do Engenheiros, fazem assembleias para decidir sobre a greve, que poderá ter início à meia-noite desta terça-feira.

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