Publicado 02 de Junho de 2015 - 10h47

Por Agência Estado

Na região de Campinas, a cadeia automotiva demitiu 27 mil trabalhadores no ano passado e deve gerar um círculo vicioso, causando mais desemprego neste ano

Cedoc/ RAC

Na região de Campinas, a cadeia automotiva demitiu 27 mil trabalhadores no ano passado e deve gerar um círculo vicioso, causando mais desemprego neste ano

A queda de 1,2% na produção industrial em abril ante março é a maior para o mês desde 2011, quando o recuo em relação ao mês imediatamente anterior foi de 2,7%, afirmou nesta terça-feira (2), André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Além disso, o resultado anunciado nesta terça foi o terceiro recuo seguido nesta comparação, acumulado retração de 3,2% no período de fevereiro a abril.

"Chama atenção o perfil disseminado. Todas as grandes categorias registram taxas negativas, com destaque para bens de capital", notou Macedo. Em abril, a produção de bens de capital cedeu 5,1% também a terceira baixa seguida. No período, a perda acumulada é de 12,7%.

Setores

Os bens de consumo duráveis e os semi e não duráveis, por sua vez, registram queda na produção há sete meses. No caso dos duráveis, a perda acumulada é de 15,3% nesse período, enquanto os bens semi e não duráveis têm retração de 8,4% desde outubro.

Os bens intermediários, beneficiados pela alta no setor extrativo, registram queda menos intensa. Há três meses no vermelho, o setor acumula perda de 1,1% no período.

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