Publicado 30 de Junho de 2015 - 23h39

Por France Press

A Ucrânia anunciou, nesta terça-feira (30), a suspensão imediata de todas as compras de gás da Rússia, após a ruptura das negociações sobre o preço para manter o abastecimento para os próximos três a seis meses.

Em nota, a estatal Naftogaz declarou que continuará a garantir o trânsito do gás russo pela Ucrânia com destino a outros clientes europeus.

A Naftogaz alega que seu acordo com o gigante do gás russo Gazprom expira neste 30 de junho e que "as condições das futuras entregas de gás russo não foram objeto de acordo nas discussões laterais de hoje (terça), em Viena".

A Comissão Europeia anunciou que representantes da União Europeia, Rússia e Ucrânia se reuniriam nesta terça em Viena para concluir um acordo e garantir o fornecimento de gás russo de Kiev e da Europa para o próximo inverno.

A Comissão acrescentou que o encontro seria entre seu vice-presidente encarregado da Energia, Maros Sefcovic, e os respectivos ministros russo e ucraniano, Alexandre Novak e Volodymyr Demtchichine, na presença dos dirigentes da Naftogaz e da Gazprom.

O objetivo da reunião seria finalizar um acordo entre as "partes políticas", depois de uma série de encontros de nível técnico em Bruxelas desde abril. Segundo uma fonte europeia, essas discussões permitiram "avanços".

A mesma fonte consultada pela AFP disse que a UE queria um acordo "que cobrisse pelo menos o período do inverno, até o fim de março". Esse "pacote de inverno" foi finalmente concluído em outubro de 2014, por mediação europeia, depois que Moscou cortou, provisoriamente, o gás para Kiev.

O acordo 2014-2015 foi prorrogado, de forma provisória em março, com prazo até 30 de junho.

Gazprom e Naftogaz se enfrentam em uma queda de braço desde a chegada de um governo pró-Ocidente a Kiev, no início de 2014, e as tensões com Moscou no leste ucraniano. A região é controlada por separatistas pró-russos.

Moscou subiu o preço do gás entregue ao vizinho, que se recusa a pagar. O conflito preocupa a UE, já que quase 15% do gás consumido na Europa passa pelo território ucraniano.

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