Publicado 05 de Junho de 2015 - 11h17

Por France Press

Duração varia de acordo com a disponibilidade de cada aluno, que pode acessar o curso de qualquer computador

Cedoc/ RAC

Duração varia de acordo com a disponibilidade de cada aluno, que pode acessar o curso de qualquer computador

Os Estados Unidos anunciaram na quinta-feira (4) que hackers tiveram acesso a dados de quatro milhões de funcionários e ex-colaboradores do governo federal, um ataque que, segundo a imprensa americana, pode ter sido lançado por hackers chineses, alegação que Pequim rejeita e considera irresponsável.

"Como resultado do incidente", descoberto em abril, o Escritório de Administração dos Funcionários do governo (OPM, em inglês) disse que "enviará notificações a aproximadamente quatro milhões de pessoas". O ataque informático teria sido iniciado em dezembro por hackers chineses, segundo o jornal The Washington Post, que cita autoridades americanas que falaram sob condição de anonimato. Neste caso se trataria do segundo ciberataque contra esta agência lançado pela China.

Difícil rastrear

O porta-voz do ministério das Relações Exteriores chinês Hong Lei declarou nesta sexta-feira (5) que "os ciberataques costumam ser anônimos e lançados fora de fronteiras e sua origem é difícil de rastrear". "Não realizar investigações profundas e seguir utilizando palavras como 'possível' é irresponsável e sem fundamento científico", acrescentou.

A embaixada chinesa em Washington havia afirmado pouco antes que tais ataques não seriam permitidos pela legislação chinesa. "Não é responsável, mas contraproducente, tirar conclusões e fazer acusações hipotéticas", declarou o porta-voz da legação Zhu Haiquan.

Novas ferramentas

"As leis chinesas proíbem os cibercrimes em todas as suas formas. A China fez grandes esforços para combater os ciberataques de acordo com as leis e regulações chinesas", acrescentou. A OPM lida com centenas de milhares de investigações de antecedentes de potenciais funcionários do governo todos os anos. Neste caso, não fica claro se o ciberataque afetou dados de funcionários de alto escalão da administração.

A OPM recorreu a novas ferramentas informáticas nos últimos meses, que permitiram detectar o ataque quatro meses depois.

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