Publicado 01 de Junho de 2015 - 8h58

Por France Press

Uma lei ambiciosa que entra em vigor nesta segunda-feira (1°) proíbe o fumo nos locais públicos fechados em Pequim, mas a aplicação da medida provoca dúvidas, em consequência de anúncios precedentes que não foram cumpridos.

Os locais que recebem público, como lojas ou restaurantes, podem ser multados em 10 mil yuanes (1,5 mil euros) caso não cumpram a medida. Os fumantes flagrados em delito podem ser multados em 200 yuanes (30 euros).

O cigarro também está proibido em alguns espaços ao ar livre, como escolas, centros esportivos ou hospitais. A publicidade das grandes marcas terá vários limites.

Em um país acostumado com fumantes dentro de elevadores ou de táxis, a capital chinesa pretende demonstrar uma firmeza inédita, com inspiração nos países desenvolvidos.

A medida pretende ainda tirar a China de uma situação de atraso, pois o país, maior produtor e consumidor de tabaco, está na lanterna no combate mundial ao cigarro.

Mais de um terço dos cigarros produzidos no mundo são fumados na China, onde o produto continua sendo muito barato. O país tem mais de 300 milhões de fumantes e um em cada dois chineses pode ser considerado tabaco-dependente.

O tabagismo provoca uma morte a cada 30 segundos.

A empresa estatal China Nacional Tobacco Corporation (CENT) é a líder mundial, com uma produção três vezes maior que a da Philip Morris, sua principal rival.

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