Publicado 02 de Junho de 2015 - 5h00

Por Bruno Bacchetti

Reajuste, o primeiro em três anos, vai permitir aumentar o atendimento na UTI neonatal do hospital

Cedoc/RAC

Reajuste, o primeiro em três anos, vai permitir aumentar o atendimento na UTI neonatal do hospital

O Hospital Estadual de Sumaré receberá mais R$ 5 milhões da Secretaria de Estado da Saúde para custear os serviços oferecidos pela unidade e pelo Ambulatório Médico de Especialidades (AME) de Santa Bárbara d’Oeste.

O valor é 5% superior aos R$ 103 milhões pagos anualmente aos centros de saúde, dos quais R$ 95 milhões são destinados para o hospital e R$ 8 milhões para o AME.

O aporte será incorporado ao novo convênio firmado entre a pasta e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), atual gestora das unidades, a partir de julho.

Há cerca de dez dias, o hospital ameaçou fechar pelo menos uma ala e demitir cerca de 150 funcionários a partir deste mês por dificuldades orçamentárias causadas pela crise econômica. O repasse recebido pelo hospital do governo estadual não recebia reajuste há três anos.

Segundo Lair Zambon, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp e coordenador geral dos núcleos dos convênios entre Unicamp e a Secretaria de Estado da Saúde, o repasse vai permitir não somente manter o atendimento normal como também possibilitará aumentar o número de pacientes de alta complexidade atendidos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal.

“Na semana passada, estávamos num impasse pela dificuldade que o Estado passa em todas as secretarias. Mas houve esse acordo para aumento no aporte anual para terminarmos o ano com todos os serviços abertos e fazendo uma gestão econômica. Esse dinheiro também vai permitir aumentar o atendimento da UTI neonatal”, afirmou. “Não haverá fechamento de nada e todos os serviços serão mantidos.”

O convênio será renovado por um ano e, em 2016, os valores poderão ser renegociados com o governo estadual. Zambon lembrou que o Hospital de Sumaré é referência e atende uma parcela significativa de moradores da Região Metropolitana de Campinas (RMC) e de outras cidades vizinhas. “Esperamos muito que o País melhore e que as negociações sejam facilitadas. Hoje, o hospital é referência para mais de um milhão de pessoas”, destacou.

Em nota, o secretário estadual de Saúde, David Uip, ressaltou que o aumento dos recursos foi motivado pela importância do hospital para toda a região. “Com esse investimento adicional, buscamos manter com qualidade a assistência oferecida à população pelo Hospital Estadual de Sumaré, que é referência de atendimento para os 42 municípios que compõem a região de Campinas”, disse.

Especializado no atendimento de casos de média e alta complexidades, o Hospital Estadual de Sumaré realiza, anualmente, cerca de 11,7 mil saídas hospitalares, 3,2 mil cirurgias, 18,3 mil atendimentos de urgência, 58,8 mil atendimentos ambulatoriais e 12 mil serviços de apoio diagnóstico, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde.

O hospital tem sete andares e em cada um deles funciona uma especialidade médica, entre elas pediatria e neonatologia, ortopedia, oftalmologia, otorrinolaringologia, clínica médica, ginecologia e obstetrícia.

Além disso, trabalha com três Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) — neonatal, pediátrica e geral. No total, o hospital tem 270 leitos.

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Bruno Bacchetti