Publicado 02 de Junho de 2015 - 14h45

Nada salta mais aos olhos do torcedor do que um golaço como o que Renato Cajá marcou no final da partida contra a Chapecoense. Apesar da vantagem no placar e de ter um homem a mais, o jogo estava difícil e a Macaca correu, em mais de uma oportunidade, o risco de ceder o empate. Então Cajá definiu a partida com um chute preciso e muito inteligente que o torcedor não se cansa de ver e rever.

Mas há muito mais para se ver e analisar sobre o desempenho de Renato Cajá. A Ponte Preta fechou a 4ª rodada na 3ª colocação pela força de seu conjunto. Os três setores foram muito consistentes em todos os jogos (a exceção foi a performance da defesa na estreia contra o Grêmio) e é por isso que a Macaca chega até aqui invicta.

Além de o time ser muito bem montado por Guto Ferreira, o desempenho individual de alguns atletas tem feito a diferença.

Contra o Cruzeiro, a Ponte foi superior durante boa parte do jogo, mas sofreu uma forte pressão no final. Nesse momento, Marcelo Lomba foi decisivo. Fez várias defesas difíceis e garantiu o resultado.

Rodinei tem jogado bem em todas as partidas e Biro Biro é outro que chama a atenção. Ele começou o Brasileirão com um rendimento um pouco inferior ao que mostrou no Paulistão, mas já voltou a desequilibrar. Marcou gols nos últimos dois jogos (o de sábado foi eleito o segundo mais bonito da rodada no Facebook da CBF, atrás apenas do golaço de Cajá) e já vem se posicionando novamente como um dos melhores do time.

Mas nenhum deles se aproxima de Renato Cajá. O camisa 10 da Ponte vive seu melhor momento desde que chegou ao Majestoso pela primeira vez, em 2008. Na ocasião, a diretoria estava interessada no meia Roger, mas acabou contratando Cajá, indicado pelo técnico Sérgio Guedes e seu auxiliar, Everaldo.

Como escrevi no início, seus gols (todos bonitos e de fora da área) chamam a atenção pela beleza e também pela quantidade (Cajá é um dos artilheiros do Brasileirão, ao lado de Diego Souza e Fred). Mas o camisa 10 da Macaca tem feito muito mais do que isso. Com a costumeira eficiência nas bolas paradas, fez assistências e criou várias oportunidades.

Além disso, tem se movimentado muito, o que permite a Guto montar o time com três atacantes sem sobrecarregar a marcação do meio-campo.

Notem que, no início da jogada do golaço de sábado, ele ganhou uma disputa de bola antes de avançar e disparar o lindo chute que entrou no ângulo esquerdo de Danilo. Isso aos 48 minutos do segundo tempo.

A Ponte faz um ótimo início de Brasileiro. Em ótima forma, Renato Cajá tem feito mais que isso.