Publicado 06 de Maio de 2015 - 15h27

Por Alenita de Jesus

Alenita Ramirez

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Foto: Alenita Ramirez

Os cinco ex-policiais militares acusados de participação na morte do adolescente Joab Gama das Neves, de 17 anos, em Campinas, durante a chacina, em janeiro de 2014, que executou 12 pessoas, tiveram a prisão domiciliar revogada pela 2ª Vara do Juri e foram novamente presos na manhã de ontem. Segundo o delegado do 1º Distrito Policial (DP), José Carlos Fernandes, os ex-militares se apresentaram espontaneamente, com seus advogados. Os cinco foram expulsos da corporação no ano passado e estavam em prisão domiciliar. Eles foram encaminhados para uma unidade prisional do Estado que não teve o nome revelado por medida de seguranças dos suspeitos. Segundo Fernandes, os cinco ficarão isolados dos presos comuns porque correm risco de morte.

Os ex-policiais estão presos preventivamente. Eles a ainda não foram julgados. Os assassinatos em série ocorreram na periferia de Campinas entre a noite do dia 12 e a madrugada do dia 13 de janeiro. A única morte esclarecida até o momento é a de Joab, que foi baleado na cabeça.

A participação dos ex-PMs na morte de Joab só foi confirmada porque um dos policiais ouvidos durante a investigação teria sido reconhecido por uma testemunha que presenciou a morte do adolescente. O militar, então, teria repassado aos investigadores os nomes dos outros policiais que também estavam trabalhando naquela noite. As outras 11 mortes da chacina ainda seguem sem esclarecimento.

Os seis policiais foram denunciados por homicídio duplamente qualificado. Cinco chegaram a cumprir prisão preventiva no Presídio Militar Romão Gomes, exclusivo para policiais que cometem crimes, mas foram libertados em junho. Na época, os policiais voltaram a trabalhar no seu batalhão, mas realizavam tarefas administrativas.

Todos os acusados estavam lotados no 47º BPM (Batalhão da Polícia Militar), que atua na região onde ocorreu os crimes em série. Eles foram presos pela primeira vez em 30 de janeiro de 2014 e foram exonerados no dia 2 de dezembro do mesmo ano.

Os acusados estavam soltos desde junho do ano passado quando o juiz da 2ª Vara do Júri, Sérgio Araújo Gomes, revogou a prisão. Em fevereiro desse ano, o Tribunal de Justiça acatou o pedido do Ministério Público de Campinas e revogou a liberdade provisória dos cinco ex-policiais. Eles estavam em regime de prisão domiciliar.

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Alenita de Jesus