Publicado 06 de Maio de 2015 - 13h54

Por Alenita de Jesus

Alenita Ramirez

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Foto: Alenita Ramirez

Três bombas caseiras foram detonadas na madrugada de ontem em uma residência no Jardim Rossim, em Campinas. Elas destruíram as grades de proteção dos relógios de luz e de água e deram o maior susto nos moradores da casa e da vizinhança. O dono do imóvel, o catador de reciclado Josias Inocêncio Pereira, 54 anos, chamou a Polícia Militar (PM) e a perícia foi acionada. Pereira suspeita de uma retaliação por conta de uma ação na Justiça que, segundo ele, teve a sentença divulgada anteontem. Na ação, o catador de reciclado acionou uma empresa vizinha por poluir o meio ambiente e causar danos ao asfalto e a muros da vizinhança. "Mas não foi só eu quem moveu a ação. Todos os moradores fizeram o mesmo", disse o catador de reciclado que afirma não ter inimizade com ninguém no bairro. “Mora aqui há 35 anos e conheço a maioria dos moradores”, frisou.

O atentado foi às 4h45. Pereira tinha acabado de se levantar e se preparava para ir trabalhar. A mulher dormia. “Foi um barulho ensurdecedor. Acordei assustada”, contou a aposentada Irene Pereira de Melo, 60 anos. O casal acreditou que as bombas tinham sido explodidas na rua nas proximidades, mas o catador de reciclado foi até o quintal e viu que as tampas das caixas estavam na calçada. “Meu marido voltou correndo para dentro de casa e ligou para a polícia”, acrescentou.

Moradores contaram que viram um carro preto parar na esquina da rua, perto da casa da vítima. No veículo estavam dois homens. Pouco tempo depois ocorreram as explosões. “Foi um barulho muito forte. Acordei assustada. Quem fez isso, fez para assustar, intimidar”, disse uma vizinha que não quis se identificar.

O carro fugiu logo depois em alta velocidade. O caso foi registrado no 11º Distrito Policial (DP), que já abriu inquérito para apurar o atentado.

A advogada do catador de reciclado disse que é prematuro dizer quem foi e até mesmo apontar suspeitas. Segundo a advogada, cujo nome foi preservado, a Justiça deu ganho de causa para Pereira, em primeira instância, mas a empresa pode entrar com recurso. O morador ganhou por danos morais. A empresa funcionava irregular em uma área ambiental e se mudou do local em janeiro deste ano. Outros dois moradores já ganharam na Justiça o mesmo tipo de ação e não sofreram nenhuma retaliação.

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Alenita de Jesus