Publicado 05 de Maio de 2015 - 19h18

ÍDA AGÊNCIA ANHANGUERA

Proprietários de dez imóveis foram levados para a delegacia ontem à tarde acusados de furto de água do sistema da Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Sabesp), em Hortolândia. São residências no bairro Vila São Francisco, e os proprietários tiveram que prestar depoimento na Polícia Civil da cidade pelo caso.

A ocorrência foi uma denúncia da Sabesp, que durante a manhã, em trabalho de rotina, flagrou a ligação irregular. Segundo a empresa, nesse tipo de autuação, a Sabesp contacta a Polícia Militar.

O “gato” é considerado crime e é passível de penalidade. Além de determinar imediatamente a suspensão do fornecimento de água e a aplicação de multa, o furto gera também o registro em boletim de ocorrência policial (B.O) e a abertura de processo criminoso.

Outro problema é que a prática pode danificar as tubulações. A água é considerada um patrimônio público e qualquer artifício usado para alterar o consumo nos hidrômetros é considerado furto qualificado pelo emprego de fraude. A pena é de reclusão de dois a oito anos e multa.

Em Hortolândia, os moradores puxaram da avenida do bairro um cano e passaram para as residências a água. Na rua onde eles moram, não há água encanada. “A água é para viver, para as crianças. Moramos do lado de um rio, mas a água é suja. Se tivesse como, a gente pagava. Mas desde que me mudei, há três anos, não tem”, disse o mecânico Osnir Ramos da Rocha.

Segundo ele, foi estabelecida fiança de R$ 800 para os moradores que estavam furtando água. “Não temos opção. Pagamos IPTU, são R$ 700 por ano. E vivemos assim. Tem que pagar? Tem! Mas a gente não tem o abastecimento”, afirmou Rocha.