Publicado 05 de Maio de 2015 - 19h16

Por Milene

Cronologia

Setembro de 2010 – Promotores do Gaeco revelam um esquema de fraude em licitação em 11 prefeituras e no governo do Tocantins. Campinas era apontada como “o berço” das fraudes, mas ainda não havia informações sobre envolvidos. A Câmara chega a abrir uma CPI para investigar o caso.

Fevereiro de 2011 – A Câmara conclui os trabalhos da CPI e não identifica nenhuma irregularidade nos contratos da Sanasa.

Abril de 2011 – Os promotores do Gaeco começam a chamar integrantes do governo Hélio para prestar depoimentos. Eles apuram irregularidades nos contratos. Os integrantes do Executivo se colocam como vítimas de possíveis combinações entre empresários.

Maio de 2011 – Uma megaoperação do Gaeco leva para a cadeia integrantes do governo Hélio e a crise se instala definitivamente no Palácio dos Jequitibás. Secretários deixam a Administração. A Câmara abre uma Comissão Processante para cassar Hélio que, pouco antes do escândalo, tinha grande aprovação do seu governo e maioria no Legislativo,

Agosto de 2011 – O Ministério Público inicia uma investigação contra os vereadores. Pelo menos 15 são suspeitos de receber propina para evitar a cassação do prefeito. Dez dias após a abertura da investigação contra os parlamentares, Hélio é cassado por 32 votos contra um. Apenas Sérgio Benassi (PCdoB) vota a favor do pedetista. Demétrio toma posse mas já começa a responder também a uma Comissão Processante.

Dezembro de 2011 – Demétrio é cassado por 29 votos favoráveis contra quatro. Em seu lugar assume o presidente da Câmara, Pedro Serafim (PDT). Ele fica na função até que a Justiça Eleitoral decida qual será o futuro político da cidade.

Fevereiro de 2012 – O Tribunal Regional Eleitoral define que a eleição em Campinas será indireta e que os vereadores devem decidir quem será o próximo prefeito.

Abril de 2012 – Pedro Serafim é eleito prefeito para terminar o mandato iniciado por Hélio.

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