Publicado 05 de Maio de 2015 - 18h23

Por Adriana Leite e Silva

Fotos: Divulgação

Adriana Leite

Da Agência Anhanguera

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A Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) CPqD - Comunicações Ópticas e a Prysmian firmaram um acordo de cooperação tecnológica para o desenvolvimento no Brasil de microcabos ópticos que serão instalados em microtubos. O projeto terá 18 meses de duração. Os recursos aplicados vão ultrapassar R$ 3,5 milhões em investimentos das próprias empresas e também da Lei de Informática.

O País tem carência de fabricação de produtos específicos para atender a necessidade e o padrão das operadoras de telecomunicações locais.

O papel principal do CPqD no projeto será de desenvolvimento do microcabo e de validação dos protótipos. "O objetivo é oferecer inovação para a infraestrutura da rede de telecomunicações do País. O projeto vai desde o desenvolvimento da tecnologia até o produto final. A unidade Embrapii foi criada para dar suporte à inovação industrial no Brasil",disse o gerente de Desenvolvimento de Tecnologia do CPqD, Ricardo Zandonay.

Ele salientou que os microcabos ópticos já existem em outras partes do mundo. "Porém, os produtos disponíveis no mercado internacional não atendem aos padrões estabelecidos nas redes brasileiras. O projeto com a Prysmian nasce para atender esse mercado. O setor de telecomunicações é um dos que mais crescem no Brasil e a tecnologia é fundamental para suportar esse avanço", ressaltou.

De acordo com os gestores do projeto, o microcabo que será desenvolvido na parceria representará um grande avanço para a viabilização de novas redes de acesso em condições adversas. Um das funções do CPqD no projeto será de desenvolver os procedimentos de ensaios laboratoriais a serem utilizados na certificação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e a realização de um teste piloto em campo (na rede de uma operadora).

Produção

A Prysmian vai acompanhar todo o desenvolvimento da tecnologia e será a responsável pela produção dos microcabos. A multinacional italiana é uma das líderes mundiais na fabricação de cabos ópticos. "O produto deve chegar ao mercado no começo do próximo ano. O objetivo é atender todo o mercado, que está em expansão. Os aportes de recursos da Prysmian terão uma parcela que vem da Lei de Informática", afirmou a diretora de Pesquisa e Desenvolvimento, Valeria Garcia.

Ela salientou que a parceria com o CPqD é fundamental para a criação de um produto inovador e que atenda às normas estabelecidas pelos órgãos brasileiros. "O Brasil tem um grande potencial de crescimento das redes de telecomunicações. Os microcabos trarão a tecnologia e inovação necessários para o desenvolvimento das redes", comentou.

Conforme os gestores do projeto, o microcabo óptico terá o núcleo altamente compactado, apesar de acomodar a mesma fibra óptica dos cabos atualmente disponíveis no mercado. Hoje um cabo óptico com 288 fibras tem aproximadamente 18 milímetros de diâmetro. O microcabo, com o mesmo número de fibras, deverá ter 11,5 milímetros no máximo.

Segundo os especialistas, a compactação vai permitir um melhor aproveitamento do espaço. Dessa forma, será possível atender um número maior de operadoras de telecom.

Uma das vantagens, segundo os gestores do projeto, é que o microcabo é colocado em microdutos que facilitam no momento da instalação das redes. As valas das redes serão menores e causarão menos impacto em vias públicas no momento da colocação.

Os gestores do projeto informaram que o desenvolvimento da tecnologia envolve todos os elementos da rede de microcabos ópticos, domínio dos processos e os testes para validação dos protótipos.

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Adriana Leite e Silva