Publicado 08 de Maio de 2015 - 22h21

Por Paulo Santana

Fabinho ao lado de Rodrigo Caetano e Luxemburgo no Flamengo: ex-jogador faz curso de gestão esportiva e passa por estágio no clube carioca

Cedoc/RAC

Fabinho ao lado de Rodrigo Caetano e Luxemburgo no Flamengo: ex-jogador faz curso de gestão esportiva e passa por estágio no clube carioca

Depois de passar uma temporada na Série B, a Ponte Preta retorna à elite do Campeonato Brasileiro com planos mais ambiciosos. O clube está melhor estruturado, conta com uma comissão técnica reconhecida por boas campanhas e montou um elenco de qualidade. Neste quadro, o desejo do técnico Guto Ferreira é lutar para se manter, pelo menos, em uma posição intermediária na tabela.

Um dos que viveram esse clima na principal divisão do futebol depois de um sofrido acesso foi o meia Fabinho. "Pelo que tenho acompanhado, a Ponte está num momento bem melhor do que naquela época", opina o ex-jogador, que viveu intensamente uma das melhores fases da Macaca nos últimos tempos.

Foram 59 partidas entre 1998 — ano em que foi efetivado no time principal — e 2001 — quando a Ponte chegou nas semifinais do Paulistão e da Copa do Brasil.

"Apesar do forte equilíbrio que a Série B vem apresentando nos últimos anos, sabemos que a Série A é bem diferente. São equipes de muita qualidade" , ressalta.

Fabinho, que viveu o clima daquele período, dá um conselho para a Macaca não correr risco de um novo rebaixamento. "Um ponto forte que a Ponte sempre teve foi a pegada. Na Série A, tem que juntar toda essa vontade com a qualidade dos jogadores para se dar bem."

Apaixonado pela Ponte, Fabinho diz que acompanha o clube mesmo estando no Rio de Janeiro, onde tem feito estágio no Flamengo para se tornar executivo de futebol.

"Sou Ponte Preta e não tem jeito. Moro no Rio, mas estou sempre acompanhando. Do time de hoje, conheço bem o Bob porque jogamos juntos no Fluminense, o Adrianinho, que é da mesma época que eu na Ponte, e o Gustavo Bueno com quem trabalhei na base. Tenho um carinho enorme pela Ponte que está no meu coração", ressalta.

Fabinho encerrou a carreira em 2012 e hoje é dono de uma agência de seguros. Tem se dedicado aos estudos fazendo curso de gestão esportiva. Passou por estágio no Fluminense e hoje tem recebido instruções do diretor de futebol do Flamengo, Rodrigo Caetano. Também trabalhou como gerente no Bangu e Bonsucesso.

Como jogador, seus principais títulos foram o Brasileiro de 2004 pelo Santos, a Libertadores e o Mundial de 2006 pelo Internacional e a Copa do Brasil de 2007 pelo Fluminense. "Tive grandes momentos depois que saí de Campinas, mas a Ponte, por ser o clube que me lançou no cenário, está guardadíssima no meu coração", conclui.

TIME

A maior preocupação do técnico Guto Ferreira no treino da tarde desta sexta-feira (8), que confirmou a equipe titular da Ponte Preta para a estreia no Campeonato Brasileiro, domingo (10), às 11h, na Arena Grêmio, em Porto Alegre, foi com o posicionamento dos atacantes. Tanto que durante quase duas horas, o comandante observou o desempenho das duplas formadas por Biro Biro e Rildo, Borges e Felipe Azevedo a até testou uma formação alternativa com a presença de Diego Oliveira.

Apesar de exigir bastante velocidade dos atletas, Guto garantiu que não é indício de que a Macaca jogará explorando o contragolpe. "O Grêmio tem uma forte marcação, mas não podemos jogar somente na base da velocidade. O jeito é mesclar as alternativas de jogo. Temos alternativas e estamos observando todas."

No Sul, Luiz Felipe Scolari destacou, nesta sexta, a preocupação com Rildo, jogador de velocidade que sempre leva perigo aos adversários. "Temos que usar todas nossas possibilidades para fazer um bom jogo e, se possível, vencer. Sabemos que não é fácil, mas nada será fácil no Brasileiro. Afinal de contas, estamos falando de uma competição de alto nível", ressalta Guto.

A Macaca deve entrar em campo com Marcelo Lomba; Rodinei, Tiago Alves, Pablo e Gilson; Fernando Bob, Paulinho, Josimar e Renato Cajá; Biro Biro e Rildo. Borges, que é a principal contratação da Ponte, fica como opção no banco.

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Paulo Santana