Publicado 05 de Maio de 2015 - 22h02

Por Carlo Carcani

O jornalista Carlo Carcani Filho

Ércia Dezonne/AAN

O jornalista Carlo Carcani Filho

Foi um pouco mais difícil do que se esperava, mas, ainda assim, os cinco times brasileiros passaram pela fase de grupos da Libertadores. A partir desta quarta-feira, começam a percorrer o trecho mais difícil até a grande final.

O futebol brasileiro teve representantes em nove das últimas dez decisões da Libertadores. Das nove, ficou com a taça em 2005 (São Paulo), 2006 e 2010 (Inter), 2011 (Santos), 2012 (Corinthians) e 2013 (Atlético Mineiro). Nesse período, só a final do ano passado não contou com nenhuma equipe brasileira.

A edição de 2015, portanto, poderá sinalizar se o fracasso de 2014 foi apenas uma exceção ou se, daqui em diante, chegar à final voltará a ser uma missão hercúlea para os clubes brasileiros, como foi até o início dos anos 90.

Como teremos dois confrontos diretos, o País terá no mínimo dois representantes nas quartas de final. É bem provável que tenha três, já que o Corinthians tem enorme favoritismo diante do Guarani de Assunção, clube pelo qual já passaram Chilavert e Barcos.

Dos cinco brasileiros, vejo Corinthians e Inter como os candidatos mais fortes ao título. O terceiro da minha lista é o Atlético, último brasileiro a ser campeão. O time não tem a mesma força de 2013 e nem jogadores importantes como Tardelli e Ronaldinho. Mas o argentino Lucas Pratto vem fazendo seus golzinhos e a defesa segue consistente. Levir Culpi faz um bom trabalho e tem condições de repetir o feito de Cuca.

O Morumbi será palco de um interessante encontro entre os dois brasileiros que, no meu modo de ver, são os que têm menos chances de chegar à final. Depois de um fantástico bicampeonato brasileiro, o Cruzeiro perdeu força com a saída de jogadores importantes. Por enquanto fez contratações arriscadas (como Leandro Damião) e anunciou interesse em Ganso (seria um péssimo negócio), Ronaldinho, Lucas Lima e Robinho. Mas por enquanto ficou só no blá-blá-blá. Por falar muito e contratar pouco, já ficou fora da final do Mineiro. Difícil imaginá-lo na decisão da Libertadores.

O São Paulo se classificou na última rodada e tem enorme dificuldade em clássicos. Para complicar, Michel Bastos contraiu dengue e está fora do jogo desta quarta. Um desfalque terrível, já que, ao contrário de Ganso, ele joga com intensidade e faz diferença.

Por falar em dengue, o Corinthians volta a ter Guerrero nesta quarta. Será uma boa oportunidade para avaliarmos se o time caiu de produção porque perdeu seu melhor jogador ou se o grau de insatisfação do elenco com atraso nos salários está atingindo um nível perigoso. O Corinthians de fevereiro e março era favorito ao título. O de abril deixou sua torcida preocupada.

Escrito por:

Carlo Carcani