Publicado 08 de Maio de 2015 - 9h05

Por Agência Estado

Com orçamento comprometido pela inflação e as altas nos preços administrados, brasileiro começa a retirar recursos da aplicação

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Com orçamento comprometido pela inflação e as altas nos preços administrados, brasileiro começa a retirar recursos da aplicação

Os saques da poupança em abril superaram os depósitos em R$ 5,85 bilhões, o maior volume para o mês em 20 anos, segundo os dados divulgados ontem pelo Banco Central. Apesar de ainda ser uma marca significativa, o resgate da poupança no mês passado perdeu fôlego, ficando bem abaixo de março. Na ocasião, R$ 11,43 bilhões deixaram a aplicação, a maior quantidade de saques vista em um mês desde que o BC começou a compilar os dados atuais, em 1995. O pior mês de abril até então destes últimos 20 anos havia sido registrado em 2003, quando os resgates superaram as aplicações em R$ 2,19 bilhões.

Com o resultado do mês passado, o saldo total da poupança ficou em R$ 648,3 bilhões, já incluindo os rendimentos do período, no valor de R$ 3,86 bilhões. Os depósitos na caderneta somaram R$ 150,51 bilhões em abril, enquanto as retiradas foram de R$ 156,36 bilhões. No acumulado do primeiro quadrimestre do ano, o resultado está negativo em R$ 29,08 bilhões.

A situação de abril só não foi pior porque, no último dia do mês, a quantidade de aplicações foi R$ 3,52 bilhões maior do que o das retiradas. Até o dia 29, o saldo da caderneta estava no vermelho em R$ 9,37 bilhões. É comum ocorrer um aumento dos depósitos no último dia de cada mês por conta de aplicações automáticas e de sobras de salários. O que tem ocorrido nos últimos meses, no entanto, é que essa sobra tem sido cada vez menor. Além disso, com o atual ciclo de alta dos juros básicos e do dólar tornando outros investimentos mais atrativos, a caderneta perde o brilho. Com a economia fraca, a população tem recorrido à caderneta para tentar manter seu orçamento equilibrado. (Agência Estado)

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