Publicado 08 de Maio de 2015 - 19h05

Novo formato, nova direção, novos integrantes. E o que se espera é que venha um Zorra realmente repaginado. O resultado o público confere a partir de hoje, na TV Globo, logo após a exibição da novela Babilônia. Dani Calabresa, uma das apostas da emissora, garante que o programa está mais moderno.“Eu assistia ao Zorra antigo e, comparando, agora não tem mais o apelo da mulher pelada, da gostosa. Graças a Deus. Vou trabalhar de roupa”, brinca Dani. E completa: “É um humor mais ousado, é uma mistura de Tá no Ar, TV Pirata, Porta dos Fundos e Comédia MTV. Foi isso que me trouxe pra cá.”Depois de 15 anos à frente do humorístico, Maurício Sherman foi substituído pelo xará, Maurício Farias. Já a redação final é assinada por Marcius Melhem, Celso Taddei e Gabriela Amaral. Entre as novidades está um elenco bem maior, com 45 atores; o fim dos personagens fixos; e o investimento em esquetes, com duração de cerca de três minutos cada. Outra novidade é que a metade das gravações passa a ser externa.Segundo Marcius, o sucesso do Tá no Ar, que também é escrito por ele, mostra que o formato foi aprovado. Mas o autor garante que as duas atrações são diferentes. “O Zorra tem conceito diferente do Tá no Ar. Ele é um programa de cenas sobre o cotidiano e o Tá no Ar fala sobre a televisão e tem ritmo mais acelerado. A semelhança é que os dois têm externas, ou seja, visualmente, eles bebem na mesma fonte.”Após o estranhamento inicial, o novo formato já virou unanimidade no elenco. “Está tudo novo: maquiagem, figurino, texto, o tipo de interpretação, que é mais leve, enfim, estou amando”, diz Mariana Santos. E completa: “O mais legal são as externas. Eu nunca tinha feito, não conhecia o Projac”, brinca ela, referindo-se aexternas também nos domínios da Central Globo de Produção.Conhecido por ter vivido vários personagens fixos no antigo formato, Nelson Freitas também comemorou a mudança. “Me senti honrado em fazer parte do Zorra Total, que ficou 15 anos no ar, mas agora é só água filtrada. Só tem bamba”, diz ele. Freitas não acredita que o novo tipo de humor vá desagradar o público que já é fã do programa. “É uma membrana muito fina a que divide estes dois tipos. Você vê que o Porta dos Fundos,por exemplo, agrada a todo tipo de público. Essa mudança que está acontecendo no Zorra vem mais de um apelo popular do que qualquer outra coisa. As pessoas estão com necessidade de consumir um humor mais ágil”, completa.Ciclo que se inicia

Pela primeira vez sem bordão, Fabiana Karla comenta que “fecha um ciclo” e abre outro. “Vamos continuar fazendo as pessoas rirem. Nós vamos sentir saudade, pois passei dez anos criando bordões com os colegas que não estão mais aqui, mas o programa ganhou muito. A casa entendeu que tem de ter um novo formato. E nós juntamos uma galera muito legal para dar essa nova roupagem”, acredita ela. Para Fabiana, o mais gostoso é não saber que personagem vai fazer na semana seguinte. “Isso é o mais divertido”, finaliza. (Da Agência Estado)