Publicado 06 de Maio de 2015 - 19h05

Uma das mais conhecidas peças sinfônicas do século 20, Carmina Burana, do compositor Carl Orff (1895-1982), é o destaque do concerto especial que a Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas (OSMC) apresenta hoje e amanhã, no Teatro Municipal José de Castro Mendes, e sábado na Estação Cultura Prefeito Antonio da Costa Santos, esta última com entrada franca. “Carmina Burana e a Nona Sinfonia (de Beethoven) são as duas músicas eruditas mais conhecidas. E há quase 20 anos não é apresentada pela Sinfônica — a última vez foi em 1997, com regência do maestro Benito Juarez. Surpreende ver uma peça tão conhecida engavetada. Acho apropriado retomar neste período de comemorações pelos 85 anos da Sinfônica”, afirma o diretor-administrativo e maestro-titular Victor Hugo Toro.

O concerto tem a participação dos coros Collegium Vocale Campinas, Madrigal Vivace e Meninos Cantores de Campinas, do Conservatório Carlos Gomes, além de solistas convidados: a soprano chilena Madelene Vásquez Villarroel, o contratenor Paulo Mestre e o barítono uruguaio Alfonso Mujica. “Os três solistas já se apresentaram com a Sinfônica em concertos anteriores, sempre com muito sucesso e voltam agora para esta participação especial”, destaca Toro.

Segundo a musicóloga Lenita Nogueira, Carl Orff escreveu Carmina Burana quando era regente da Sociedade Bach de Munique (Alemanha), entre 1930 e 1933, inspirado em poemas medievais. A peça estreou em Frankfurt, em 1937, e tem como características marcantes a intensa atividade rítmica. Sua abertura é bastante conhecida e tem sido usada em trilhas sonoras para diversas situações. A obra trata da inconstância da fortuna e da sorte, de como o destino de uma pessoa pode mudar a qualquer momento.

A peça se divide depois em três partes. Na primeira, o tom é alegre e festivo, com o som de corais e solistas, trompetes e trombones. A segunda parte é um pouco mais pesada e retrata jogatina e bebedeira e, a terceira, trata de questões relativas ao amor embaladas por coro com flauta e pela soprano. Antes de Carmina Burana, a Orquestra executa a peça Dança dos Marinheiros Russos, do balé A Papoula Vermelha, de Reinhold Glière, e Vocalise op. 34, n 14, de Sergei Rachmaninoff.