Publicado 04 de Maio de 2015 - 19h05

Campinas, que com o fechamento do Topázio Cinemas perdeu a única rede de cinemas que exibia filmes de arte semanalmente, fora do circuito comercial o Sesc-Campinas surge como uma opção. A unidade tem investido mais em cinema, apesar de não dispor de uma sala específica para exibição de filmes. E maio é especial nesse quesito, com a mostra Festival Sesc Melhores Filmes, evento que está em sua 41 edição em São Paulo e em itinerância desde 2009.

No total, o festival vai exibir 376 filmes — 105 nacionais e 271 estrangeiros. No Sesc-Campinas o público poderá conferir sete longas que se destacaram ao longo do ano passado, agradando crítica e público. “A proposta do festival é que as pessoas participem como jurados e assistam ou revejam os filmes mais significativos do ano anterior. Por isso a itinerância da mostra, para facilitar o acesso do público aos filmes selecionados”, diz Patrícia Piazzo, supervisora da programação cultural do Sesc-Campinas. “O Sesc está abraçando os ‘órfãos’ do Topázio”, afirma Patrícia.

A escolha dos filmes foi feita pelo público por meio da internet e por um júri formado por críticos de cinema de todo o País. De Campinas, o jornalista e crítico de cinema do Correio Popular, João Nunes, integrou o júri, tarefa que executa pelo quinto ano consecutivo. Segundo Nunes, a interação existente na escolha dos filmes é enriquecedora, já que convida o público de todo o País a participar. Ele destaca ainda a importância do evento: “O circuito campineiro de cinema está defasado desde o fechamento do Topázio e o Festival Sesc Melhores Filmes faz uma ação complementar, permitindo que o público veja ou reveja os filmes escolhidos.”

E continua: “Dos oito apresentados, votei em cinco em diversas categorias, incluindo o melhor estrangeiro, Instinto Materno, e melhor nacional, O Lobo Atrás da Porta. Também elegi Erica Rivas (Relatos Selvagens) como melhor atriz, Jesuíta Barbosa (Praia do Futuro) melhor ator e Hoje eu Quero Voltar Sozinho como melhor roteiro. Recomendo todos eles. O Lobo Atrás da Porta é para estômagos fortes e tem o elenco mais homogêneo do cinema brasileiro dos últimos anos. Todos estão bem e seria uma pena indicar um ou outro. Porém, não há como não falar do trabalho de Juliano Cazarré, Leandra Leal e Milhem Cortez” , avalia o crítico.

Dos filmes escolhidos pelo crítico, não serão apresentados em Campinas Instinto Materno e Relatos Selvagens. O último estava previsto para abrir a mostra, mas não será exibido devido a ajustes técnicos.