Publicado 31 de Maio de 2015 - 5h30

Dezenas de vagões de trem parados na linha férrea em cima da Avenida Lix da Cunha, na Vila Proost de Souza, em Campinas, continuam no local e a América Latina Logística (ALL), responsável pelos vagões e uso da linha férrea, informa que as estruturas estão “devidamente estacionada em área operacional”. Mesmo assim, os vagões que estão sobre a ponte de acesso à Lix preocupam comerciantes e, principalmente, motoristas que passam pelo trecho.

O Correio abordou a situação dos vagões há um mês e, desde então, a composição continua no local. O proprietário de uma retífica de motores que fica defronte aos vagões disse que as estruturas comprometem a visão do seu negócio para aqueles motoristas que trafegam pela Lix da Cunha. “Os vagões impedem que o motorista veja a nossa loja. E pagamos para ficar em um local visível”, disse o proprietário, Cirilo Vocarelli, de 56 anos.

Sobre a ponte, dois vagões — de dezenas que estão ao longo dos trilhos —, preocupam motoristas que passam diariamente pelo local. “Quem garante que essa estrutura que existe há muitos anos aqui aguentará por muito tempo essa estrutura de ferro pesada?”, indagou a publicitária Ana Cecília Viana, de 29 anos.

A ALL informou que a composição está devidamente estacionada em área operacional. “É importante ressaltar que os vagões não estão interrompendo passagens de nível, e que a empresa tomou todas as providências necessárias para que não haja transtornos ou riscos à população.” A ALL acrescentou ainda que mantém equipes de segurança que realizam rondas preventivas ao longo do trecho. Segundo a companhia, “a estrutura da referida ponte ferroviária tem capacidade de suportar o tráfego e peso dos trens”. (Gustavo Abdel/Da Agência Anhanguera)