Publicado 09 de Maio de 2015 - 5h30

A nova ligação viária de Campinas ao distrito de Sousas será inaugurada dia 6 de junho, com a abertura do prolongamento em 6,5 quilômetros da Avenida Mackenzie. Uma corrida, a Family Run, com percurso de 6 e 12 quilômetros para participação das famílias — incluindo crianças de 3 a 10 anos que terão um percurso especial para participar do evento — dará a largada para a entrega da obra, que exigiu R$ 62 milhões em investimentos privados. A sinalização vertical e horizontal, última parte da obra, está sendo implantada.

Com a extensão da avenida, disse o executivo da Entreverdes Urbanismo, Valdemar Gargantini Júnior, novas linhas de ônibus coletivo serão criadas, proporcionando um acesso mais cômodo e seguro ao distrito de Sousas e região. A Entreverdes Urbanismo é uma empresa de desenvolvimento urbano controlada pela Rossi, uma das principais incorporadoras e construtoras do País,

Hoje, a circulação entre Campinas e Sousas é feita apenas por um único acesso, o corredor da Rodovia Heitor Penteado e Avenida Mário Garnero. Atualmente, o volume diário na via expressa, próximo ao trevo, é de 50 mil veículos nos dois sentidos. Na Avenida Mackenzie, esse fluxo é de 25 mil nos dois sentidos e na Avenida Antônio Carlos Couto de Barros (no distrito de Sousas), de 35 mil nos dois sentidos.

O prolongamento está sendo feito pelas empresas Rossi, Grupo Garnero e THCM. É uma avenida de mão dupla, com três faixas em cada sentido, iluminação total do acesso principal e monitoramento em todo o percurso, informou Gargantini Júnior. Cada sentido terá nove metros de largura. Também haverá calçamento para uso de pedestres e pontos de ônibus. Será implementada uma ciclovia no canteiro central, para uso de ciclistas mesmo com o trânsito aberto, com 6,5 quilômetros de extensão, que contará com iluminação apropriada e sinalização de trânsito.

Segundo as empresas responsáveis pela obra, a Avenida Mackenzie foi projetada para ser a mais moderna artéria viária de Campinas e terá monitoramento 24 horas por central de segurança.

A avenida passa por áreas doadas pela Brasilinvest, Sol Invest, Toscana, Trombeta, Rossi e Coutinho Nogueira. A Federação das Entidades Assistenciais de Campinas (Feac) teve parte da área desapropriada e paga pelos investidores.

A avenida é fechada por alambrado em toda sua extensão para evitar a circulação de animais e o projeto incluiu a construção de cinco passagens de corredores de fauna e a plantação de 9,5 mil mudas de árvores nativas na região.