Publicado 07 de Maio de 2015 - 5h30

Três bombas caseiras foram detonadas na madrugada de ontem em uma residência no Jardim Rossim, em Campinas. Elas destruíram as grades de proteção dos relógios de luz e de água e deram o maior susto nos moradores da casa e na vizinhança. O dono do imóvel, o catador de material reciclável Josias Inocêncio Pereira, de 54 anos, chamou a Polícia Militar (PM). Pereira suspeita de uma retaliação por causa de uma ação na Justiça que, segundo ele, teve a sentença divulgada anteontem. Pereira acionou uma empresa por poluir o meio ambiente e causar danos ao asfalto e a muros. “Mas não foi só eu quem moveu a ação. Todos os moradores fizeram o mesmo”, disse ele, que afirma não ter inimizade com ninguém no bairro. “Moro aqui há 35 anos e conheço a maioria dos moradores”, frisou.

O atentado foi às 4h45. Pereira tinha acabado de se levantar e se preparava para ir trabalhar. A mulher dormia. “Foi um barulho ensurdecedor. Acordei assustada”, contou a aposentada Irene Pereira de Melo, de 60 anos. O casal acredita que as bombas tinham sido explodidas nas proximidades, mas o catador foi até o quintal e viu que as tampas das caixas estavam na calçada. “Meu marido voltou correndo para dentro de casa e ligou para a polícia”, acrescentou.

Moradores contaram que viram um carro preto parar na esquina da rua, perto da casa da vítima. No veículo estavam dois homens. Pouco tempo depois ocorreram as explosões. “Foi um barulho muito forte. Acordei assustada. Quem fez isso, fez para assustar, intimidar”, disse uma vizinha que não quis se identificar. O carro fugiu em alta velocidade. O caso foi registrado no 11 Distrito Policial (DP), que já abriu inquérito para apurar o atentado. A advogada do catador de recicláveis disse que é prematuro afirmar quem foi e até mesmo apontar suspeitas. Segundo ela, cujo nome foi preservado, a Justiça deu ganho de causa para Pereira, em primeira instância, mas a empresa pode entrar com recurso. A empresa funcionava irregular em uma área ambiental e se mudou do local em janeiro deste ano. Outros dois moradores já ganharam na Justiça o mesmo tipo de ação e não sofreram nenhuma retaliação. (Alenita Ramirez/Da Agência Anhanguera)