Publicado 07 de Maio de 2015 - 5h30

Nunca me passou pela cabeça ensinar um asno a puxar carroça e tampouco um rico a ganhar dinheiro. Não entendo nada disso. E só sei cuidar da minha vida, daquele seguir em frente para manter a sobrevivência da família, cuidar dos filhos e amigos, e, é claro, não esquecer de levar flores à moça que manda em mim.

Tenho a vida muito simples, do acordar e arrumar a cama, fazer meu café e esfregar minhas camisas no tanque e tirar o pó dos móveis; e também de não me preocupar quando a diarista não aparece, ou por força maior ou menor, que disso também não entendo, visto que todos temos nossos problemas domésticos. Sou sobrevivente e faço o meu alimento e, prazer maior, muito me agrada preparar um bom prato à companheira. Também passo a minha roupa; e cuido do passarinho e dos vasos da varanda, da trepadeira que não floresce, da samambaia que não gosta de vento, da avenca tímida que não quer sair do seu canto, e, também, da pequena palmeira que mora em um canto da sala, que só gosta de pouca água e de algum carinho em suas serenas folhas - de vez em sempre a companheira a leva para o box e lava todas as suas folhas, assim como se faz um poema, sem pressa ou intenção; mulher e planta são iguais e aqui não cabe maiores explicações.

O que machuca mesmo na vida são os ladrões da Pátria que nos querem fazer de idiotas, néscios, estúpidos, com as suas explicações pelos roubos que perpetram contra a Petrobras, nem tanto por ela, mas pelos bilhões de reais que furtam e que fazem falta à merenda de nossos estudantes, ao financiamento do Fies, ao tapar dos buracos das estradas federais que matam centenas de brasileiros, aos remédios das farmácias populares e, o que é pior, à desesperança por dias melhores, do arranjar um bom emprego e seguir adiante para nutrir e motivar seus filhos e netos.

Um corrupto rouba, sobretudo, o futuro da Nação, o que nos leva à indignação, à raiva que não queremos sentir, visto que fomos educados para suportar nossas próprias dificuldades - mas, é claro, não às que não nos pertencem, que surgem por conta dos ladrões que roubam sistematicamente os impostos que pagamos.

A presidente Dilma Rousseff é apenas uma governanta dos sacripantas petistas. Tornou-se uma ama-seca do ex-presidente Lulla da Silva, que nutre seu projeto de voltar à Presidência da República, e, novamente, como se fosse o salvador da Pátria, que ele metodicamente ajudou a destruir.

O País segue à deriva de uma terceirização administrativa, sendo gerida por um ministro, Joaquim Levy, que bem entende de altas finanças e nada sobre os grandes sacrifícios que milhões de famílias brasileiras enfrentam para sustentar seus sonhos de dias melhores. O fato é que o petismo terceirizou a sua incompetência administrativa e Dilma Rousseff, a presidente, nomeou o seu vice, Michel Temer, como seu preposto político. E tal transferência de responsabilidades caiu, como soer, sobre os ombros de todos nós que trabalhamos cinco meses por ano apenas para pagar honestamente nossos impostos; nós que somos o alicerce para que as altas finanças tenham êxito - ou será que preciso desenhar o argumento, senhora Dilma Rousseff?

Vivemos tempos de covardia política, onde a presidente não teve coragem de se dirigir à Nação nem mesmo em um Primeiro de Maio que há três décadas e meia foi encampado pelo PT, seu partido, seu esteio ideológico. Dizem que o Diabo foge da cruz, mas é fato que Dilma foge do panelaço brasileiro. Empicha-la, ela renunciar, sei lá, não muda em nada o quadro atual da economia brasileira. Mas pelo menos aguardo, ainda, que ela tenha menos covardia política e um bom senso natural de quem sabe que errou e viesse a público explicar o que aconteceu e, é claro, pedir desculpas ao seu distinto eleitor e a todos os cerca de 50 milhões que não votaram nela.

Em suma, o Brasil sairá da crise por força natural da inércia do mercado, do bom trabalho dos brasileiros. O chato é que os agentes públicos, altas e pequenas autoridades ministeriais, deputados e senadores, sabem disso e continuarão a brincar de salvadores da pátria. E Lulla da Sillva vem aí, para tirar a vaca que ele mesmo pôs na sala de todos os lares brasileiros, segundo as jatakas (parábolas indianas, contadas em sânscrito e regida em pãli, às normas do Pañcatranta, língua próxima dos cânones do budismo Theravada - e bendito seja o Santo Google). E bosta de vaca não é commodity, devo lembrar ao distinto ministro da Fazenda.

Bom dia.