Publicado 31 de Maio de 2015 - 5h30

O Guarani volta a campo hoje para enfrentar o Tupi, líder do Grupo B com duas vitórias em dois jogos. Único time entre os 20 participantes da Série C que ainda não sofreu gol, a equipe mineira também tem o melhor ataque da chave, com quatro gols, três deles anotados no frágil Guaratinguetá, adversário que o Bugre foi incapaz de derrotar.

A campanha do líder Tupi era a que deveríamos ver em clubes como Guarani e Portuguesa, que abriram a rodada dividindo a 7 colocação. Os dois paulistas tiveram largadas idênticas, com um empate e uma derrota, dois gols marcados e três sofridos. Muito pouco.

Não há motivo para pânico porque o campeonato está muito equilibrado (dos dez jogos do Grupo B, seis terminaram empatados) e a diferença para a zona de classificação é de um ponto. Mas também não há, por enquanto, o menor sinal de otimismo no Brinco de Ouro. É isso que uma vitória hoje à noite pode trazer para o clube.

O Guarani precisa, no mínimo, sinalizar que é um candidato à classificação. Precisa dar uma, ainda que ligeira, demonstração de força, como fizeram Londrina e Tupi nas duas primeiras rodadas.

Para isso, diretoria, elenco e comissão técnica precisam reagir. Já há algumas semanas o clube fala em contratar um lateral-esquerdo e um meia. Até agora, nada. Nunes saiu e o clube ainda não contratou um substituto. O único centroavante do elenco no momento é Dennis, cuja estreia foi desastrosa. Esses são problemas que a diretoria precisa resolver, além, claro, do permanente esforço para pagar os salários em dia.

O técnico Ademir Fonseca também precisa dar sua contribuição. Na estreia, seu time foi displicente. Na segunda partida, a equipe foi muito mal escalada, com dois atacantes de qualidade inferior aos atletas que ficaram no banco. Hoje Ademir corrige essa falha porque Dennis e Arthur não começam jogando. É um bom sinal, mas ele precisa fazer o time render mais.

Por fim, chegamos ao elenco. O Guarani sabe que pode contar com Fumagalli, que hoje vestirá sua camisa pela 200 vez. Mais do que ninguém, ele merece comemorar a marca com uma vitória porque sempre dá seu máximo para que isso aconteça.

Os outros precisam incorporar esse espírito e dar um pouco mais em cada jogada. Também é preciso atuar com responsabilidade. Serginho, por exemplo, foi inconsequente na estreia. Atitudes impensadas como a do volante na derrota para o Londrina tornam as coisas ainda mais difíceis. Para começar a dar demonstrações de força, o Guarani precisa trabalhar em conjunto.