Publicado 31 de Maio de 2015 - 5h30

No dia 19 de abril, Corinthians e Palmeiras jogaram uma semifinal de Campeonato Paulista, no Itaquerão. Esbanjavam otimismo e estavam em alta. Hoje, pouco mais de um mês depois, os rivais voltam a se enfrentar, às 16h, na arena corintiana, pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro. E ambos vivem clima de incertezas.

Aquela semifinal, decidida nos pênaltis, foi um marco para os dois times nesta temporada. O "badalado" Corinthians foi eliminado, entrou em uma sequência de atuações ruins e alguns dias depois deu adeus também à Copa Libertadores. O Palmeiras avançou, mas dali em diante não fez outra partida no mesmo nível. Perdeu o título para o Santos, ainda não venceu no Brasileirão e empatou em casa com o ASA, pela Copa do Brasil.

O Corinthians, que iniciou a rodada como um dos líderes, precisa mostrar que existe vida sem Guerrero, agora no Flamengo, enquanto que o Palmeiras joga para não terminar a rodada na desconfortável zona de rebaixamento.

Por isso, está claro que a situação mais delicada é a do Palmeiras, que viveu uma semana de tensão e, sobretudo, de pressão sobre o trabalho de Oswaldo de Oliveira. Uma derrota pode custar o cargo ao treinador.

O técnico do Palmeiras nunca esteve tão pressionado no cargo, embora tente brincar com a situação. Mas no começo da semana o diretor de futebol, Alexandre Mattos, fez uma reunião com os jogadores no gramado e os cobrou duramente. "Toda vez que tiver um Palmeiras e Corinthians será de tensão. Quem cometer uma falha pode pagar caro", disse Oswaldo de Oliveira.

Tite tem respaldo da diretoria. E a debandada de jogadores após a eliminação na Libertadores tira o peso das costas do treinador em caso de má campanha no Brasileirão. Guerrero foi embora, Emerson está se despedindo e outros podem sair: Elias, Renato Augusto, Gil e Felipe. Se o Corinthians perder entra em crise? O técnico garante que não: "Para quem gosta de sensacionalismo, pode dizer que sim. Mas para quem é criterioso, é só olhar o trabalho", afirmou.

Tite enfrentou problemas para montar o time. Com Vagner Love fora de forma, a solução é apostar no paraguaio Romero.

Já Oswaldo de Oliveira não confirmou a escalação. A tendência é que, na dúvida entre Leandro Pereira e Cristaldo, ele resolva tirar os dois e apostar em Kelvin. (Da Agência Estado)

Jogo pode ser a despedida de Valdivia

Valdivia pode viver um dia especial hoje. Com contrato até o dia 17 de agosto e tendo que se apresentar na Seleção Chilena para a disputa da Copa América na terça-feira, o meia pode fazer sua última partida com a camisa alviverde. Como a renovação de contrato parece algo cada vez mais distante, existe a possibilidade dele ser liberado após a competição continental.

O elenco está concentrado desde a noite de sexta-feira. É a primeira vez na temporada que a equipe antecipa a concentração, justamente no momento de maior pressão sobre o Verdão no ano.

Para o goleiro Fernando Prass, o problema do Palmeiras é técnico.

"Estamos bem taticamente, fazendo bem as funções, marcando sob pressão sem deixar o adversário criar situações, marcando contra-ataque, jogando pelos lados do campo, mas falta um pouco mais de criatividade no último passe, uma jogada individual. O problema é tecnicamente mesmo", insistiu.

Dudu

O empurrão que Dudu deu no árbitro Guilherme Cereta de Lima na final do Campeonato Paulista pode dar ainda mais dor de cabeça ao atacante palmeirense. O árbitro entrou com um processo por danos morais contra o jogador, que já foi punido com seis meses de gancho pelo incidente — o clube recorreu e aguarda nova decisão.

Romero passa de 7 opção no ataque à condição de titular

Quando o Corinthians disputava a Libertadores, Ángel Romero era apenas a 7 opção no ataque corintiano. Agora, depois da eliminação do time no torneio sul-americano e a debandada de jogadores do setor ofensivo, a vaga de titular caiu no colo do paraguaio. E justamente num clássico.

A oportunidade é comemorada por Romero, que estava desmotivado no Timão. Ele ficou chateado por não ter sido relacionado para o jogo contra o Guarani pelas oitavas de final da Libertadores no Defensores del Chaco, estádio em que o atacante começou a se destacar desde garoto. O consolo veio do irmão Ariel. “O Ángel sempre foi um garoto muito tranquilo, que nunca reclamou de nada. O que mais lhe deixou chateado no Corinthians foi não ter vindo ao Paraguai para o jogo contra o Guarani. Demos muita força para ele”, contou Ariel.

A situação começou a mudar quando Romero foi escalado contra o Cruzeiro, ocasião em que os titulares foram poupados, na estreia do Brasileiro. Ele marcou o gol da vitória por 1 a 0 e recuperou o ânimo.

CORINTHIANS

Cássio; Fagner, Edu Dracena, Gil e Fábio Santos; Ralf, Bruno Henrique, Petros,

Jadson e Renato Augusto; Romero. Técnico: Tite.