Publicado 09 de Maio de 2015 - 5h30

Quem esperava uma revolução na relação de forças entre as equipes da Fórmula 1 na quinta etapa do campeonato, na Espanha, saiu frustrado. Os treinos livres não foram fáceis para a Ferrari, uma das equipes que prometiam o maior número de mudanças em seus carros para Barcelona, e a Mercedes demonstrou que dificilmente será batida.

Pelo lado da Ferrari, que tem 18 novas peças no carro e tenta se desvencilhar de um fardo que vem carregando nos últimos anos, em que nem todos os updates desenvolvidos efetivamente melhoraram o rendimento, os pilotos reclamaram do equilíbrio após o primeiro contato com as novidades. “Quando você escorrega demais, nunca é bom, então a primeira impressão não é positiva", admitiu Sebastian Vettel, que fechou com a 3 melhor marca entre os tempos combinados das duas sessões. Seu companheiro, Kimi Raikkonen, dono do 4 melhor tempo, chegou a classificar o comportamento do carro de “horrível”.

Enquanto os ferraristas demonstravam certa decepção, o atual líder do campeonato, Lewis Hamilton, chegou a admitir que sequer presta atenção no que os demais estão fazendo e está focado apenas em se sentir confortável em sua Mercedes. “Só vi que os meus tempos pareciam bons. Acho cedo para dizer que ficamos ainda melhores em relação aos demais, mas definitivamente não pioramos”, afirmou o inglês, que venceu três das quatro etapas disputadas.

Seu companheiro, Nico Rosberg, está, sim, de olho nas Ferrari. “Não gosto do fato de que o carro vermelho está muito próximo em uma volta lançada mas, em corrida, me parece que eles estão um pouco mais para trás”, afirmou o dono do melhor tempo de ontem, 22 milésimos melhor que Hamilton, que liderou a sessão da tarde, considerada a mais importante por ser realizada no mesmo horário da classificação e corrida, às 14h pelo horário local e 9h em Brasília.

Para os brasileiros, os primeiros treinos demonstraram que suas previsões estavam corretas: a Williams de Felipe Massa segue atrás de Mercedes e Ferrari, mesmo que suas poucas alterações (o brasileiro revelou que o carro tem mudanças sutis na asa dianteira e na carenagem) tenham funcionado, enquanto a Sauber de Felipe Nasr perdeu terreno.

O carro do estreante brasileiro vem superaquecendo os pneus, o que compromete o ritmo e a estratégia. “Temos de aproveitar qualquer oportunidade que surgir para chegar nos pontos, mas a nossa realidade é andar fora do top 10”, admitiu. (Da Agência Total Race)