Publicado 08 de Maio de 2015 - 5h30

Milton Cruz completou ontem um mês no comando do São Paulo e chegou à quinta vitória em seis jogos no triunfo de 1 a 0 sobre o Cruzeiro, quarta-feira, pela Libertadores. Nem mesmo o período tranquilo pelos bons resultados e a palavra do presidente do clube de que ele está efetivado fazem o técnico se considerar titular no cargo. Após a partida no Morumbi, o treinador voltou a dizer que se sente interino.

"Eu estou de técnico. Não sou técnico. Espero poder ajudar cada vez mais. Venho trabalhando e sou funcionário do clube. Como já falei, sempre dou o meu melhor na função que me cabe, seja como observador ou como treinador", disse Milton, funcionário do clube desde 1994.

O presidente Carlos Miguel Aidar efetivou o então interino na última semana, dias depois de desistir da contratação do argentino Alejandro Sabella. Milton Cruz, porém, disse que a busca por outros nomes não terminou. "Sei que o clube ainda está procurando um técnico e, quando acharem, volto para a minha função. O presidente e o Ataíde (Gil Guerreiro, vice de futebol) estão em busca de reforços para a sequência da temporada."

Desde que começou a substituir Muricy Ramalho, que saiu por motivos de saúde, Milton Cruz sempre evitou falar como técnico efetivo do São Paulo. Ontem, ainda fez questão de interromper uma das respostas da entrevista coletiva para agradecer o antecessor e ainda ressaltar que os jogadores têm se empenhado nos treinos. "Tenho confiança na equipe e o elenco tem correspondido bem aos treinos."

Michel Bastos

Os médicos do São Paulo têm esperança de que o meia Michel Bastos, que está com dengue, possa começar a treinar com o grupo na segunda-feira. Com isso, ele teria condições de atuar no jogo da próxima quarta-feira, contra o Cruzeiro, no Mineirão. A partida decide a vaga nas quartas de final da Libertadores. De acordo com os médicos, o tipo de dengue que ele contraiu não necessita de internação.

Michel Bastos esteve no Morumbi na noite da última quarta para acompanhar o primeiro duelo entre são-paulinos e cruzeirenses e, tendo em vista o fato de que não precisou ser internado, tem grande esperança de poder jogar em Belo Horizonte. Guerrero, do Corinthians, também pegou dengue, mas foi hospitalizado e desfalcou a equipe na reta final do Paulistão e da fase de grupos da Libertadores. (Da Agência Estado)