Publicado 08 de Maio de 2015 - 5h00

Por Sarah Brito

Rodovia Santos Dumont (SP-75), que liga Campinas a Itu, é que registrou maior número de queda de acidente, diz concessionária

Divulgação

Rodovia Santos Dumont (SP-75), que liga Campinas a Itu, é que registrou maior número de queda de acidente, diz concessionária

As obras de ampliação das marginais da Rodovia Santos Dumont, entre a avenida Prestes Maia, em Campinas, a rodovia Bandeirantes (km 70 ao 77), anunciadas pelo governo do Estado em agosto de 2014, devem sair do papel até setembro deste ano. De acordo com a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), o projeto executivo da obra foi aprovado e já está sendo elaborado pela concessionária responsável pela via, a Rodovia das Colinas. A previsão é que o estudo fique pronto até agosto, quando a licitação deve ser lançada para o início das obras.

A ampliação é uma aposta para desafogar o trânsito na rodovia, que é uma das principais vias de acesso a Campinas e registra constantes congestionamentos por excesso de tráfego, e também faz parte de um pacote que prevê facilitar o acesso ao Aeroporto Internacional de Viracopos. Além da melhoria na Santos Dumont, estão previstas a duplicação da Rodovia Miguel Melhado e o prolongamento do anel viário de Campinas (Rodovia José Roberto Magalhães Teixeira).

Sugestões aceitas

Segundo o diretor de Investimento da Artesp, Theodoro Pupo, as sugestões da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), feitas no começo do ano, foram ouvidas e acatadas. A duplicação ocorrerá em 7 quilômetros das marginais, na rodovia e em trecho do município. No total, o pacote de obras no acesso a Viracopos deve custar R$ 558 milhões.

A obra deveria ter começado em janeiro deste ano. Em fevereiro, a Artesp havia informado que o atraso estava ligado a "complexidade da obra" . A obra será feita pela concessionária, com participação do governo do Estado e da Prefeitura de Campinas. O custo será arcado pela Rodovia das Colinas, e está orçado em R$ 42 milhões. O prazo é de 18 meses para a obra ser concluída.

Trecho

As marginais vão começar na região do Jardim Itatinga, seguirão até o trevo de acesso ao aeroporto e são uma das principais apostas para desafogar o trânsito de acesso a Viracopos. O projeto, devido à complexidade da região, dependia de acordo da Prefeitura em questões técnicas como traçado, largura da pista e configurações de trevo.

A Emdec apontou que as pistas paralelas - que ficam desniveladas do atual trajeto - serão aproveitadas para o projeto. Do lado esquerdo, sentido Campinas-Viracopos, o espaço é menor, e as pistas existentes devem ser transformadas em marginais. Do outro lado há mais espaço e serão construídas pistas paralelas ao viário municipal existente, que será mantido. Em alguns trechos, em áreas privadas próximas a rodovia, serão necessários desapropriações e necessidade de ajustes devido à população que mora no entorno.

Discussão

O secretário de Transportes e presidente da Emdec, Carlos José Barreiro, afirmou que a Administração pública trata do assunto com a concessionária e governo estadual desde o início da discussão. "Definimos juntos os pontos de transposição, de ultrapassagem, as ligações das marginais com os bairros. A preocupação é assegurar que os bairros sejam atendidos com entrada e saída da marginal, além de acesso a rodovia. Também vamos tirar os ônibus da pista principal, que vão circular pelas marginais", disse.

Segundo ele, haverá um desafogamento na rodovia no trecho entre as rodovias Anhanguera e Bandeirantes, facilitando o acesso ao aeroporto. "Estamos agora acertando os últimos detalhes com a concessionária, mas está praticamente pronto", disse.

Em nota, a concessionária Rodovia das Colinas confirmou que o projeto executivo está em desenvolvimento e tem o prazo acordado de cinco meses para a sua conclusão. Segundo a empresa, "como a obra não consta no contrato de concessão assinado entre a AB Colinas e o Governo do Estado, a sua inserção está sendo tratada junto à Artesp", afirmou.

Repercussão

Os comerciantes do entorno da rodovia Santos Dumont, localizados às margens da via, na pista municipal, acreditam que a obra de ampliação vai favorecer o negócio. A proprietária de um bar na pista, Gisele Benitez, de 25 anos, afirmou que o fluxo da pista vai melhorar com a melhoria na sinalização. "Não acho que o meu bar vai fechar", disse.

O funcionários de uma loja de autopeças, João Aparecido, de 45 anos, disse que a duplicação vai ser boa também por causa da melhoria no trânsito. "A rua é um transtorno todos os dias. Diversos acidentes acontecem por falta de placas ou semáforos", afirmou.

O dono de uma borracharia, José Eustáquio, de 65 anos, espera que a obra seja feita logo para melhorar a vida dos comerciantes. "Já deveria ter sido feita há anos para evitar a confusão que é. Não acredito que meu comércio seja prejudicado" , disse.

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Sarah Brito