Publicado 07 de Maio de 2015 - 15h45

Por Raquel Valli

Princesa, que foi resgatada pela ONG Focinho Abandonado, estava presa em uma tubulação com seus filhotes e cheia de carrapatos

Focinho Abandonado

Princesa, que foi resgatada pela ONG Focinho Abandonado, estava presa em uma tubulação com seus filhotes e cheia de carrapatos

  Carrapatos não só incomodam, como podem matar os cachorros, levando-os a uma morte extremamente sofrida. Tais parasitas são transmissores de doenças graves - como a Erlichiose e a Babesiose.

“Já pegamos casos lastimáveis”, lembra a protetora Isabella Bonavita Bittencourt, uma das fundadoras da ONG Focinho Abandonado, de Campinas.

Entre os casos, o de Princesa, o de Aquiles (fotos abaixo) e dos filhotinhos com as orelhas lotadas de parasitas (foto à dir.). 

Erlichiose e Babesiose

Ambas as doenças são transmitidas “pela picada do carrapato que está contaminado. Mas, nem todo carrapato transmite a Erlichiose ou a Babesiose. Um cachorro pode estar infestado de carrapatos e não ter a doença, enquanto outro pode receber apenas uma picada e ser contaminado”, ensina o médico-veterinário Jan Philip Pool, da Clivecam, de Campinas.

Por isso, o melhor é não arriscar e exterminar todos e quaisquer parasitas do animal.

Tanto a Erlichiose quanto a Babesiose são popularmente conhecidas como “doença do carrapato” pois seu principal vetor é 'carrapato marrom' ou o 'vermelho". Contaminado, o parasita passa a doença pela saliva, no momento em que pica o cão. 

A erlichiose é causada por uma bactéria, que pode ficar incubada de 7 a 21 dias. Nesse período, não há sintomas. Já a babesiose, por um protozoário, que ao cair na corrente sanguínea parasita os glóbulos vermelhos, gerando forte anemia no pet.

Entre os sintomas - associados a ambas as enfermidades – encontram-se: febre, apatia, falta de apetite, perda de peso e palidez nas mucosas.

“O diagnóstico é feito através de exame clínico e laboratorial”, explica Dr. Pool. “E o tratamento, com antibióticos específicos, soro, e, nos casos mais graves, com transfusão de sangue”, completa o especialista.

“Não existe nenhum tratamento preventivo. O que pode ser feito é o controle de ectoparasitas no ambiente e no animal”, ensina.

Comprimido

Uma das novidades para exterminar os ectoparasitas é um comprimido mastigável chamado Braveto, lançado recentemente pela MSD Saúde Animal.

“Ao ingeri-lo, o cachorro fica protegido por 12 semanas, ao invés de somente quatro, como acontece com a maioria dos produtos. Isso quer dizer que é necessário administrar apenas quatro doses para que o pet fique livre de carrapatos e pulgas durante o ano todo”, explica Ahmed Addali, Gerente de Produto da Linha de Animais de Companhia da MSD Saúde Animal.

 

Bravecto começa a agir logo após ser ingerido, eliminando as pulgas após 8 horas e os carrapatos após 12.

De acordo com a MSD, pode ser ingerido inclusive por filhotes - a partir de 8 semanas de idade - e por cadelas prenhas/ ou lactantes.

O antes e depois de Princesa, que teve doença do carrapato

Créditos: Focinho Abandonado

 O antes e depois de Aquiles, que teve doença do carrapato

Créditos: Focinho Abandonado 

Escrito por:

Raquel Valli