Publicado 07 de Maio de 2015 - 5h00

Por Paulo Emiliano

O quinto mês do ano é marcado pelas noites e dias menos quentes e por datas significativas que ajudam a pôr um dinamismo no cotidiano fatídico que às vezes teima em prevalecer sobre o que se propõe na vida pessoal, profissional ou em qualquer outra esfera.

No mês de todas as mães, uma data cristã tem destaque — Pentecostes — que neste ano, será celebrado no dia 24. Ela recorda o envio do Espírito Santo aos Apóstolos reunidos num mesmo lugar, onde tiveram uma grande experiência de Deus que os fez impulsionar para anunciarem, de maneira corajosa e dinâmica, usando uma linguagem entendida por todos, os conhecimentos práticos que tiveram com Jesus (cf. At 2,1-11), contrapondo o que antes era confusão, orgulho e poder na torre de Babel (cf. Gn 11,1-9).

A Páscoa, período que se prolonga por 50 dias, se une a Pentecostes, pois o Bom Pastor Ressuscitado, com Sua presença confortadora, é a manifestação do Espírito de Deus que faz novas todas as coisas (cf. Sl 103), abrindo um caminho de amor e transformação, para continuar a ver a luz das virtudes que existem no ser humano. O Espírito de Deus quebrou o jugo do medo, também as barreiras que impediam o entendimento entre todos de diferentes nações e línguas.

O significado de comunhão desta data propicia uma grande reflexão à sociedade hoje fragmentada no âmbito dos valores familiares, éticos e morais. Onde está o respeito para com a vida e para com as minorias? Por que tanto desejo de levar vantagem sobre o que é público? Por que se tornam tão difíceis as relações e por que a comunicação virtual insiste em substituir a real?

Em I Cor 12,3b-7.12-13, verifica-se que Deus une os seres humanos em perdão e comunhão por aquilo que são e não pelo que têm ou fazem. Quem a Cristo segue se deixa iluminar e, ao redor das sombras, sempre enxerga uma luz nova (cf. I Jo 1,15) e produz uma nova luz. Criar comunhão significa olhar além das aparências e unir-se em torno do bem comum que proporciona algo de bom para todos, superando as diferenças, aproximando distâncias sociopolíticas religiosas.

Que esta Festa do Divino Espírito Santo, também absorvida pela piedade popular em diversas regiões do País através das bandeiras, cantorias e muitas cores, se torne uma ocasião para não deixarmos escapar a esperança que a novidade da ação de Deus revela a todos que creem na força da paz que gera o bem, a ternura, a compaixão e a vida em toda a face da terra. A começar de você!

Escrito por:

Paulo Emiliano