Publicado 05 de Maio de 2015 - 5h00

Por Maria de Fátima

Maria de Fátima

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Maria de Fátima

O governador Beto Richa, do Paraná, protagonizou o segundo maior massacre perpetrado contra professores no Estado. O primeiro deles foi em 1988, com o então governador Álvaro Dias, atualmente senador da República.

No primeiro episódio covarde, Álvaro Dias recebeu professores com bombas e cavalaria, ferindo gravemente dezenas deles. Naquela época, não tínhamos a facilidade da internet para revelar tamanha afronta aos Direitos Humanos daqueles que foram brutalmente vilipendiados.

Esse senador, antes de ser político, era professor e mostrou o descaso que tratava e com o qual continua tratando sua antiga categoria profissional. Já Beto Richa, deve ter feito ‘escola’ com o Álvaro Dias, afinal, são do mesmo partido político.

O cenário de guerra que se instalou no Centro Cívico em Curitiba revolta a todos que têm um mínimo de sensibilidade. Inclusive, foi matéria jornalística vergonhosa em vários países.

O professor é o responsável por todas as categorias profissionais e sempre deveria ser tratado com respeito e distinção, ao contrário, no Paraná foi tratado como se fosse a escória humana.

A polícia militar, a mando do governador, atacou os professores com bombas de gás lacrimogêneo, spray de pimenta, bala de borracha e, pasmem, cães pit bull. Centenas de professores ficaram feridos, muitos em estado grave.

O que será do ensino público no Paraná se os mestres são tratados de modo muito pior ao que se tratam criminosos rebelados?

O 1º de Maio, dia do Trabalho, foi nacionalmente maculado pela truculência deste político covarde.

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