Publicado 07 de Maio de 2015 - 19h17

Por Agência Estado

Câmara durante votação de emendas ao polêmico pacote fiscal do governo Dilma Rousseff

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Câmara durante votação de emendas ao polêmico pacote fiscal do governo Dilma Rousseff

A Câmara dos Deputados concluiu no início da noite desta quinta-feira (07) a votação da Medida Provisória 665, que altera as regras de concessão de benefícios trabalhistas. Após 11 votações, os deputados rejeitaram destaques e emendas para alterar o teor do texto aprovado na quarta-feira à noite pelo plenário. Sem mudanças, a proposta agora segue para o Senado, que tem até o dia 1º de junho para apreciar a matéria antes de ela perder a validade.

A sessão desta quinta-feira ocorreu sem a acalorada disputa que a oposição travou na quarta com o governo, quando foi aprovado o texto-base da medida provisória. A votação dos destaques e emendas, que visavam a alterar pontos importantes da MP, transcorreu em clima de tranquilidade. As exceções ocorreram em alguns momentos quando os oposicionistas tentavam, por meio de discursos, adiar ao máximo o término da votação.

Os deputados, principalmente os da base aliada, estavam ansiosos para encerrar as votações a fim de voltarem para seus respectivos Estados. Chegaram a vaiar o vice-líder do PSDB, Nilson Leitão (MT), que discursava contra a MP. O tucano protestou: "Quem está preocupado em ferrar o trabalhador quer acabar logo", criticou.

O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), agradeceu aos partidos da base pelo apoio à MP, a primeira do ajuste fiscal aprovada pelo plenário da Casa. "Todos olhamos neste momento para o País. Foram vitórias importantes", comemorou o petista.

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