Publicado 07 de Maio de 2015 - 12h27

Por Agência Estado

Caiado pede 'desculpas' por traição de deputados do DEM: Medida Provisória 665, que restringe acesso a seguro-desemprego e abono salarial

Luis Macedo/ Câmara dos Deputados

Caiado pede 'desculpas' por traição de deputados do DEM: Medida Provisória 665, que restringe acesso a seguro-desemprego e abono salarial

O líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO), pediu desculpas nesta quinta-feira (7) pelo que considera "traição" de deputados do partido terem votado a favor da Medida Provisória 665, que restringe acesso a seguro-desemprego e abono salarial. O apoio do DEM - ferrenho partido oposicionista que deu oito dos 22 votos a favor da medida do ajuste fiscal - foi decisivo para o governo obter os 25 votos favoráveis na votação do texto-base ontem à noite na Câmara.

Contrário à fusão do DEM com o governista PTB, Caiado atribuiu a votação da bancada a esse movimento partidário. "Desde o primeiro momento, alertei que os que defendiam a fusão queriam jogar o Democratas no colo do governo. A votação do arrocho fiscal de ontem comprovou essa tese. Foi deprimente ver o partido agir assim. Cabe a nós pedirmos desculpas por essa traição ao sentimento da população brasileira", disse ele, em nota.

O líder do DEM no Senado afirmou que, embora a votação de partidários em favor do governo tenha machucado "profundamente", isso não vai tirar o ânimo e a determinação. Segundo ele, a sociedade precisa entender que os que ficarem no partido continuarão na oposição.

"Se os parlamentares que se comprometeram com a oposição tivessem votado contra a MP do PT, teríamos encurtado esse governo e definido um novo rumo para o País. A votação de ontem é o sinal claro do fim do ciclo do PT. Panelaços, faixas e "PTrodólares" voando pelo plenário. A luta continua", destacou.

O jornal O Estado de S. Paulo mostrou nesta quinta-feira, 7, que deputados do DEM votaram a favor do governo após participarem de almoço na quarta-feira, 6, com o vice-presidente da República e articulador político, Michel Temer.

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