Publicado 05 de Maio de 2015 - 9h17

Arthur Chioro concede entrevista coletiva nesta sexta, às 11h30, sobre as recomendações da Organização Mundial da Saúde

Agência Brasil

Arthur Chioro concede entrevista coletiva nesta sexta, às 11h30, sobre as recomendações da Organização Mundial da Saúde

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, afirmou na segunda-feira (4) que, embora defenda a antecipação de testes da vacina contra a dengue, o imunizante não estará disponível em curto prazo.

"Criar na população brasileira a esperança de que nós teremos nas próximas semanas ou nos próximos meses uma vacina é equivocado", disse o ministro em evento em São Paulo.

No mês passado, o Instituto Butantã protocolou um pedido de antecipação da última fase de testes da vacina na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para 2016. "Não é para sair vacinando. É para fazer a parte 3, que é a fase clínica", explicou o governador Geraldo Alckmin (PSDB).

Segundo Chioro, a análise deverá ser feita "com a maior prioridade possível". "Entretanto, não podemos queimar etapas."

Análise

A Anvisa afirmou, em nota, que os prazos estão em dia e que deverá dar uma resposta ao pedido do Instituto Butantã até o fim deste mês.

Mesmo que liberada a nova etapa, o instituto não poderá antecipar o uso da vacina entre a população. "A solicitação feita pelo Butantã em nenhum momento faz tal tipo de pedido. O uso experimental da vacina terá de ser feito em voluntários, que terão de ser acompanhados", diz a Anvisa.

O prazo de análise é de 45 dias, em casos prioritários. O instituto ainda não concluiu a fase 2 de estudos. O fim desta etapa será em junho. O órgão analisa também pedido de imunizante desenvolvido pela Sanofi. A fase 3 foi iniciada em 2010 e a empresa espera pelo registro do produto.