Publicado 04 de Maio de 2015 - 19h09

Por Agência Estado

Tropa de Choque da Polícia Militar avança contra professores no Paraná

Orlando Kissner

Tropa de Choque da Polícia Militar avança contra professores no Paraná

Cinco dias após a ação policial que deixou mais de 200 professores feridos em Curitiba, o secretário de Segurança do Paraná, Fernando Francischini, falou pela primeira vez sobre o assunto. Em entrevista coletiva nesta segunda-feira, 04, ele lamentou o confronto e afirmou que não há justificativa para o que aconteceu. "As imagens são terríveis e nada justifica", disse.

Segundo Francischini, vídeos mostram que havia grupos radicais organizados nas manifestações, realizadas na tentativa de impedir que os deputados votassem projeto do governo estadual que o autorizava o uso de até R$ 8 bilhões do Paraná Previdência o fundo de previdência dos servidores.

A manifestação, na quarta-feira passada, terminou com 213 manifestantes e 21 policiais feridos. A polícia prendeu 14 manifestantes, mas a Associação dos Defensores Públicos do Paraná e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Paraná, que acompanharam as prisões, informaram por meio de nota que nenhum deles foi identificado como black bloc, conforme aponta o governo.

"Temos duas obrigações agora. A primeira é instaurar um inquérito com todo rigor necessário e, inclusive, a designação de um promotor de Justiça para acompanhar todos os atos deste inquérito policial. A segunda é que também temos que avaliar a atuação desses grupos radicais, que foram o grande estopim desse movimento policial."

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