Publicado 06 de Maio de 2015 - 21h24

Os países com as maiores taxas de sobrepeso são Bahamas (69%), México (64%) e Chile (63%)

Cedoc/RAC

Os países com as maiores taxas de sobrepeso são Bahamas (69%), México (64%) e Chile (63%)

Irlanda e do Reino Unido são, ao lado da Albânia, os maus alunos da Europa em matéria de sobrepeso e obesidade infantil, segundo um estudo publicado nesta quinta-feira durante o Congresso Internacional de Obesidade em Praga.

A pesquisa é baseada em fatos diferentes sobre o estado nutricional de crianças de zero a cinco anos em 32 países europeus, que revelam uma grande diferença entre os estados e "significativas taxas de sobrepeso e obesidade em muitos países", segundo comunicado dos organizadores da conferência.

A Irlanda lidera as estatísticas com 27,5% das crianças menores de cinco anos com sobrepeso ou obesos, seguida pelo Reino Unido (23,1%), Albânia (22%), Geórgia (20%), Bulgária (19,8%) e Espanha (18,4%).

Entre os países com menores índices figuram República Tcheca (5,5%), Bélgica (7%) e Suécia (8%), enquanto França (11,4%) e Itália (10,2%) aparecem no meio da tabela. 

Um adulto ou uma criança tem sobrepeso quando seu Índice de Massa Corporal (IMC) supera os 25 kg/m2. A obesidade aparece a partir dos 30 kg/m2.

O médico João Breda, autor do estudo e membro do escritório regional da Organização Mundial de Saúde (OMS) na Europa, lembra que uma intervenção antes dos cinco anos de idade é "necessária para conter a trajetória das crianças até o sobrepeso" e trabalha neste sentido por coletar sistematicamente dados sobre a situação.

Por ocasião da mesma reunião, um outro estudo, feito com 9.000 crianças em idade escolar, sugere que as crianças obesas são mais propensas a parar prematuramente os estudos em comparação aos outros estudantes.

As crianças obesas seguiram em 56% a escolaridade normal de ao menos 12 anos, contra 76% em crianças não obesas.

Esta tendência, que afeta crianças obesas de todas as classes sociais e de qualquer origem, poderia ser explicada pelo estigma que elas sofrem por parte de seus colegas, explica a autora do estudo, Emilia Hagman, do Instituto Karolinska, em Estocolmo.

De acordo com projeções que a OMS apresentou em Praga, a Europa vai enfrentar uma epidemia de obesidade adulta antes de 2030.

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