Publicado 06 de Maio de 2015 - 8h32

Por France Press

Refugiados no assentamento em Mbere,  cerca de 60 km da fronteira de Mali

FRANCE PRESS

Refugiados no assentamento em Mbere, cerca de 60 km da fronteira de Mali

A violência e as guerras obrigaram 38 milhões de pessoas a um deslocamento dentro de seus próprios países, o que equivale às populações de Nova York, Londres e Pequim reunidas, informou uma ONG.

Apenas no ano de 2014 foram registrados 11 milhões de deslocados, o que significa 30 mil pessoas por dia, segundo o relatório do Centro de Vigilância de Deslocados Internos (IDMC), uma ONG norueguesa.

"Estes são os piores números de deslocamentos forçados em uma geração, o que evidencia nosso fracasso absoluto para proteger civis inocentes” disse Jan Egeland, secretário-geral do Conselho Norueguês para Refugiados (NRC).

Os deslocados internos são pessoas que permanecem em seus países, ao contrário dos refugiados, obrigados a fugir para outros países. De acordo com estatísticas da ONU, o mundo tinha 16,7 milhões de refugiados no fim de 2013.

"Este relatório deveria servir com um grande sinal de alarme. Devemos romper esta tendência na qual homens, mulheres e crianças se encontram presos em áreas de conflito em todo o mundo", completou Egeland, citado em um comunicado do IDMC.

Quase 60% dos deslocados internos de 2014 estavam em apenas cinco países: Iraque, Sudão do Sul, Síria, República Democrática do Congo e Nigéria. Pelo menos 40% da população da Síria, o que representa 7,6 milhões, foi obrigada a recorrer ao deslocamento, o maior índice do planeta.

No final de 2014, as Américas (Norte, Central e Sul) registravam pelo menos sete milhões de deslocados internos, um aumento de 12% na comparação com 2013.

A Colômbia tinha 6,04 milhões de deslocados, quase 12% de sua população, no ano passado.

Escrito por:

France Press