Publicado 05 de Maio de 2015 - 22h41

Por France Press

Hassan Nasrallah, chefe do movimento xiita libanês Hezbollah, afirmou que tomará providências contra os rebeldes de uma região do país que faz fronteira com a Síria

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Hassan Nasrallah, chefe do movimento xiita libanês Hezbollah, afirmou que tomará providências contra os rebeldes de uma região do país que faz fronteira com a Síria

O chefe do movimento xiita libanês Hezbollah prometeu, nesta terça-feira (5) à noite, realizar um operação contra os ativistas rebeldes de uma região do país que faz fronteira com a Síria, sem esclarecer quando isso se concretizará.

Em um discurso transmitido pela televisão, Hassan Nasrallah afirmou que as forças rebeldes a postos no Qalamun, região na fronteira, representa uma ameaça inaceitável para a segurança do Líbano.

"Este problema precisa de uma solução radical. Falamos aqui de uma agressão real", disse. "O Estado libanês não está em condições de solucionar este problema", acrescentou.

A região de Qalamun, situada na fronteira sírio-libanesa, era um bastião de combatentes hostis ao regime de Bashar al Assad até uma operação feita em 2014 e apoiada pelo Hezbollah, aliado de Damasco.

Embora a maior parte da região tenha sido recuperada pelo regime, rebeldes e jihadistas se entrincheiraram na área montanhosa da fronteira, que é muito permeável.

No ano passado, jihadistas chegados da Síria tomaram por pouco tempo a cidade fronteiriça de Arsal, tomando como reféns dezenas de membros das forças libanesas de segurança.

Quatro foram executados e outros 25 policiais e soldados se encontram ainda sob o poder dos jihadistas da Frente al Nosra, braço da Al-Qaeda na Síria, e do grupo Estado Islâmico (EI).

A Al Nosra e os grupos rebeldes islamitas aliados atacaram na segunda-feira (4) posições das forças do regime e do Hezbollah no lado sírio da fronteira, afirmou a ONG Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

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