Publicado 08 de Maio de 2015 - 5h00

Por Da Agência Anhanguera de Notícias

Célia Farjallat não resistiu a uma cirurgia nos rins

Cedoc/RAC

Célia Farjallat não resistiu a uma cirurgia nos rins

Uma futura via pública do loteamento Alphaville Dom Pedro 2, em Campinas, vai receber o nome da jornalista Célia Siqueira Farjallat, que morreu em março deste ano. A homenagem foi aprovada nesta quinta-feira (7) pela Câmara Municipal.

A via tem início na Rua José Peressinoto, contorna a quadra K do loteamento e termina na mesma rua do lado oposto, formando uma espécie de ferradura. A solicitação de homenagem à professora e jornalista foi feita pelo presidente da casa, Rafa Zimbaldi (PP). O pepista também havia feito o pedido ao prefeito Jonas Donizette (PSB).

Escola

Além de nomear a via pública, Zimbaldi pretende protocolar pedido para que uma escola municipal receba o nome de Célia. “Ela foi uma mulher notável e merece ser lembrada sempre. Acreditamos que seria maravilhoso batizar uma escola com o nome de dona Célia, que também era professora”, afirmou. Célia morreu no dia 7 de março. Ela estava internada depois de se submeter a uma cirurgia renal para a desobstrução do intestino, mas não resistiu ao pós-operatório.

Célia ficou conhecida por ter sido a primeira mulher a trabalhar na imprensa em Campinas. A jornalista começou a escrever para o Correio Popular em 1942 e nunca parou. Teve cinco filhos, um deles falecido, 15 netos e 12 bisnetos.

No início da carreira, Célia, não assinava suas colunas. Ela também atuava como professora e o jornalismo ainda era uma carreira masculina, por isso mantinha-se anônima, como mostra o texto de mestrado 'Pioneiras, mas não feministas: A trajetória das primeiras mulheres na imprensa campineira', do jornalista Fabiano Ormaneze.

Temas

Os textos de Célia falavam, a princípio, sobre educação e valores familiares. Muito tempo depois, quando ela passou a assinar o nome completo, as publicações abordavam as memórias de personagens da cidade e ela tornou-se uma das grandes cronistas de Campinas, ajudando a resgatar e a preservar a história e a memória campinense.

Célia Farjallat gostava de ler, escrever crônicas e, segundo a família, deixou um legado de inteligência e cultura para os filhos, netos e bisnetos. Uma de suas autoras preferidas era Cora Coralina.

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