Publicado 06 de Maio de 2015 - 4h55

Por Gustavo Abdel

Ponte da Rhodia, em Barão Geraldo, continua interditada

Dominique Torquato/ AAN

Ponte da Rhodia, em Barão Geraldo, continua interditada

A ponte na estrada da Rhodia, que liga Campinas a Paulínia através do distrito de Barão Geraldo, completa mais de quatro meses de interdição e até o momento nenhuma ação concreta foi tomada pelas autoridades. A ponte tem risco iminente de queda, mas não está totalmente bloqueada e permite a travessia principalmente de motociclistas. A Prefeitura de Paulínia informou que dentro de 30 dias abrirá concorrência pública para definir a empresa que fará a obra. Não há prazo para que a recuperação seja iniciada.

A reportagem esteve no trecho interditado, nesta terça-feira (5), e constatou que nada foi feito no local desde a interdição. A ponte passa sobre o Ribeirão Anhumas e está em condições precárias. É possível constatar rachaduras profundas no asfalto. Durante a vistoria os técnicos perceberam que caem resíduos de concreto da ponte, e que parte da ferragem de sustentação está exposta. A estrutura possui cerca de 40 metros e mede 60 metros de extensão. O piso é concretado e revistado de manta asfáltica.

Estrutura comprometida

Os sérios comprometimentos na estrutura foram apontados por um laudo técnico encomendado pela Rhodia e a decisão de bloqueio foi tomada após uma vistoria realizada por profissionais da Secretaria Municipal de Infraestrutura, subprefeitura de Barão Geraldo e Defesa Civil. Além do abalo estrutural, a ponte comporta tubulação de gás e outros tipos de cabeamentos.

Ainda é comum observar motoristas desavisados dando meia volta ao descobrirem que o trecho está interditado. Segundo motoristas entrevistados, o fechamento da ponte fez o trajeto para quem seguia do distrito de Barão Geraldo aumentar em até 30 minutos a ida à Paulínia. O principal acesso após a interdição é pela Rodovia Professor Zeferino Vaz (SP-332).

Motociclistas passam

Porém, mesmo com o grande risco de queda, motociclistas furam o bloqueio e utilizam a ponte como passagem. Durante 30 minutos em que a reportagem permaneceu no local quatro condutores atravessaram a ponte. A estimativa de fluxo médio de veículos por dia no local era de 4 mil veículos, muitos de grande porte, como caminhões e ônibus. Trabalhadores da Rhodia que moram em Paulínia utilizavam a via para evitar pegar a rodovia. Em Barão, há inúmeros avisos informando sobre a interdição.

Até então havia uma incerteza sobre quem assumiria a obra da ponte. A Prefeitura de Campinas informou que fez contatos com a Agência Reguladora dos Serviços Públicos de Transporte (Artesp) para que a concessionária Rota das Bandeiras assumisse as obras de recuperação do local. Já a Rota informou que o trecho sob sua responsabilidade vai do condomínio Rio das Pedras ao condomínio Terras do Barão, área que não compreende a ponte.

Já a Prefeitura de Paulínia informou nesta  terça, através da assessoria de imprensa, que as planilhas com os valores estão sendo elaboradas e que dentro de 30 dias haverá concorrência pública para definir a empresa que fará a obra, “mas não é possível estabelecer prazo”.

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Gustavo Abdel