Publicado 05 de Maio de 2015 - 13h25

Por Daniela Nucci

 A ex-miss como estrela da campanha

Rildo Cundiev - Especial para a Metrópole

A ex-miss como estrela da campanha "Doe Vida"

Com o slogan "Doe vida", a ex-miss Campinas Aline Wega - que já superou dois cânceres, sendo o último uma leucemia em 2012 - é a nova garota-propaganda do Grupo Nacional de Voluntários Pró-Medula. Como transplantada e símbolo de luta pela vida, Aline cedeu sua imagem para sensibilizar a população sobre a importância de ser um doador de medula óssea. "Não é fácil lidar com câncer, mas ainda mais desesperador é saber que dependo de outra pessoa para viver. Graças a Deus, em oito meses de muitas campanhas, encontrei oito doadores compatíveis. Estou viva hoje graças a um doador que chamo de meu anjo resgatador, prometi e vou lutar por essa causa até o fim", diz a ex-miss, hoje coordenadora responsável no Estado de São Paulo do Grupo de Voluntários Pró-Medula e palestrante motivacional.

Foto: Cesar Rodrigues/AAN

Aline, antes da transformação

Aline, antes da transformação

A campanha será divulgada em diversos estados brasileiros a partir deste mês por meio de outdoors, banners, panfletos e cadastramento de pessoas nos hemocentros. O objetivo é reunir um grande número de possíveis doadores de medula óssea. Nas cidades em que não existem hemocentros, a conscientização será feita em locais como praias, encontro de motociclistas e shows, esclarecendo de forma simples mitos e verdades sobre como ser um doador.

O Pró-Medula é formado por pessoas que, voluntariamente, lutam pelo próximo. Cada um tem sua própria motivação, mas, em comum, o objetivo de salvar vidas. "Não importa se ventos contrários soprarão ou se de imediato não se vê algum retorno. O que conta, acima de tudo, é lançar sementes. Algum dia, em algum lugar, elas germinarão", completa a ex-miss.

A campanha visa também quebrar tabus: ninguém corre o risco de ficar paraplégico ao doar; a medula é um tecido líquido, não um órgão; e ela será reposta pelo organismo em poucos dias. "Queremos que as pessoas acabem com preconceitos e entendam como é simples o processo de doação. Imaginem poder salvar uma vida? São mais de 1,5 mil crianças, jovens e adultos que aguardam uma compatibilidade. Faça a diferença e seja um anjo resgatador na vida de alguém. Doe vida, doe medula óssea", finaliza Aline. As campanhas individuais crescem a cada dia e contam com apoio de voluntários de todo o Brasil para disseminarem essa corrente de amor em prol da vida.

Como se tornar um doador

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), qualquer pessoa entre 18 e 55 anos com boa saúde pode doar medula óssea. É necessário apenas levar documento oficial com foto e não precisa estar em jejum. Os doadores preenchem um formulário com dados pessoais e é coletada uma amostra de sangue com 5 mililitros para testes. As informações e os resultados dos testes de cada doador são armazenados em um sistema que realiza o cruzamento com dados dos pacientes que necessitam de transplante. Em caso de compatibilidade com um paciente, o doador é chamado para exames complementares e a doação. Tudo seria muito simples e fácil se não fosse o problema da compatibilidade entre as células do doador e do receptor. A chance de encontrar uma medula compatível é, em média, de uma em 100 mil.

Onde se cadastrar

Os voluntários podem se dirigir a um dos locais que fazem a coleta na região de Campinas:

Hospital Municipal Dr. Mario Gatti - (19) 3272-5501

Hemocentro da Unicamp - (19) 3521-8705)

PUC-Campinas campus II - (19) 3343-8423

Centro Infantil Boldrini - (19) 3787-5028

Hospital Estadual de Sumaré - (19) 3883-8909

Vontade de viver 

Foto: Rildo Cundiev

Na transformação com fios longos e naturais, Aline brilhou como garota propaganda da campanha Pró-Medula de 2015

Na transformação com fios longos e naturais, Aline brilhou como garota propaganda da campanha Pró-Medula de 2015

O drama da descoberta, pela segunda vez, de um câncer seria razão suficiente para enclausurar Aline Wega, como fariam muitas pessoas que optam por se isolar em sua dor, vivendo - ou sobrevivendo - na solidão. "Decidi transformar a dor individual numa solução coletiva. Preferi ajudar usando a força da compaixão, ensinando os pacientes que estão em processo quimioterápico a enfrentarem os efeitos dos tratamentos com esperança, fé e autoestima", diz a ex-miss. "Desenvolvi tamanha resiliência a ponto de transformar um risco de morte em vida. Hoje posso afirmar que sou uma pessoa realizada e feliz", incentiva. Para quem deseja ser voluntário, doador ou estiver em processo quimioterápico buscando ajuda motivacional, Aline troca experiências e dá dicas para elevar a autoestima. "É só entrar na minha página no Facebook, a Campanha Aline Miss".

Sempre em boas mãos 

Para sair ainda mais bela na sessão de fotos como garota-propaganda da campanha Grupo Pró-Medula deste ano, Aline passou pelas mãos da cabeleireira e amiga Cristiane Durante, do CriStudio Cabelos & Artes. Especializada em transformações, Cristiane alongou o cabelo com a técnica da queratina, fio a fio. "O objetivo é elevar a autoestima dela, incentivar pessoas que passaram ou enfrentam o mesmo problema, pois tudo tem solução, ainda mais por ter sido convidada a ser garota-propaganda da campanha de doação de medula óssea", diz Cristiane. O cabelo usado no alongamento foi o da própria Aline, que recebeu a visita da cabeleireira, em 2012, antes do início do tratamento, para cortar as madeixas que seriam usadas para esse propósito. "O bom dessa técnica é que a pessoa pode fazer suas atividades do dia a dia, sem danificar os fios, ficando com aparência natural", afirma a cabeleireira. A manutenção é feita a cada três meses.

Transformação 

Foto: César Rodrigues/AAN

O processo de transformação durou quatro horas

O processo de transformação durou quatro horas

Para aproximar do tom natural do aplique de Aline, todo o cabelo foi clareado com tinta. Depois, os fios foram escovados para facilitar a separação das mechas e garantir que ficassem bem finas, um dos segredos para o caimento perfeito do mega-hair.

Na sequência, Cristiane começou a técnica pela nuca, fio a fio, protegendo o couro cabeludo e respeitando a distância entre as mechas, com uma pinça que aquece até 200ºC. O calor derrete a queratina da ponta do alongamento sem danificar os fios, dando um aspecto natural. O processo durou quatro horas.

Como se tornar um doador

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), qualquer pessoa entre 18 e 55 anos com boa saúde pode doar medula óssea. É necessário apenas levar documento oficial com foto e não precisa estar em jejum. Os doadores preenchem um formulário com dados pessoais e é coletada uma amostra de sangue com 5 mililitros para testes. As informações e os resultados dos testes de cada doador são armazenados em um sistema que realiza o cruzamento com dados dos pacientes que necessitam de transplante. Em caso de compatibilidade com um paciente, o doador é chamado para exames complementares e a doação. Tudo seria muito simples e fácil se não fosse o problema da compatibilidade entre as células do doador e do receptor. A chance de encontrar uma medula compatível é, em média, de uma em 100 mil.

Vontade de viver

O drama da descoberta, pela segunda vez, de um câncer seria razão suficiente para enclausurar Aline Wega, como fariam muitas pessoas que optam por se isolar em sua dor, vivendo - ou sobrevivendo - na solidão. "Decidi transformar a dor individual numa solução coletiva. Preferi ajudar usando a força da compaixão, ensinando os pacientes que estão em processo quimioterápico a enfrentarem os efeitos dos tratamentos com esperança, fé e autoestima", diz a ex-miss. "Desenvolvi tamanha resiliência a ponto de transformar um risco de morte em vida. Hoje posso afirmar que sou uma pessoa realizada e feliz", incentiva. Para quem deseja ser voluntário, doador ou estiver em processo quimioterápico buscando ajuda motivacional, Aline troca experiências e dá dicas para elevar a autoestima. "É só entrar na minha página no Facebook, a Campanha Aline Miss".
 

Sempre em boas mãos

Descrição: Aline, antes da transformação - Crédito: Cesar Rodrigues/AAN

Para sair ainda mais bela na sessão de fotos como garota-propaganda da campanha Grupo Pró-Medula deste ano, Aline passou pelas mãos da cabeleireira e amiga Cristiane Durante, do CriStudio Cabelos & Artes. Especializada em transformações, Cristiane alongou o cabelo com a técnica da queratina, fio a fio. "O objetivo é elevar a autoestima dela, incentivar pessoas que passaram ou enfrentam o mesmo problema, pois tudo tem solução, ainda mais por ter sido convidada a ser garota-propaganda da campanha de doação de medula óssea", diz Cristiane. O cabelo usado no alongamento foi o da própria Aline, que recebeu a visita da cabeleireira, em 2012, antes do início do tratamento, para cortar as madeixas que seriam usadas para esse propósito. "O bom dessa técnica é que a pessoa pode fazer suas atividades do dia a dia, sem danificar os fios, ficando com aparência natural", afirma a cabeleireira. A manutenção é feita a cada três meses.
 

Transformação

Descrição: O processo de mega-hair durou quatro horas - Crédito: César Rodrigues/AAN

Para aproximar do tom natural do aplique de Aline, todo o cabelo foi clareado com tinta. Depois, os fios foram escovados para facilitar a separação das mechas e garantir que ficassem bem finas, um dos segredos para o caimento perfeito do mega-hair.
Na sequência, Cristiane começou a técnica pela nuca, fio a fio, protegendo o couro cabeludo e respeitando a distância entre as mechas, com uma pinça que aquece até 200ºC. O calor derrete a queratina da ponta do alongamento sem danificar os fios, dando um aspecto natural. O processo durou quatro horas.
 

Escrito por:

Daniela Nucci