Publicado 26 de Março de 2015 - 18h37

Por Agência Estado

O vice-presidente de futebol, do São Paulo, Ataíde Gil Guerreiro, cobrou o técnico Muricy Ramalho

Rubens Chiri/saopaulofc.net

O vice-presidente de futebol, do São Paulo, Ataíde Gil Guerreiro, cobrou o técnico Muricy Ramalho

A derrota por 3 a 0 para o Palmeiras deixou o São Paulo arrasado e ainda levou o técnico Muricy Ramalho a deixar o cargo à disposição nesta quinta-feira (26). Quem o convenceu a continuar no clube foi o vice-presidente de futebol do São Paulo, Ataíde Gil Guerreiro, que durante mais de uma hora conversou com o treinador e o restante da comissão técnica, apontou falhas e concluiu que, no momento atual, o melhor é não trocar de comando.

"O Muricy não entregou o cargo, mas me disse: 'Se você acha que pelo bem do São Paulo é melhor sair, eu saio'. Respondi a ele que a permanência dele era imprescindível e que temos confiança nele", disse o dirigente durante entrevista coletiva nesta quinta. "Ainda não conseguimos superar a derrota de quarta-feira (25), foi terrível. Montamos um elenco pensando em ganhar todos os títulos, mas em quatro clássicos no ano, não ganhamos nenhum", lamentou Ataíde, que definiu a derrota para o Palmeiras como um "baile".

Para o vice de futebol do São Paulo, como o clube está disputando o Campeonato Paulista e a Copa Libertadores, seria muito prejudicial trocar de técnico agora. Ataíde adiantou que vai fazer cobranças duras ao jogadores, em conversas individuais. "Não é momento de juntar todos em uma sala e falar. O momento agora é de entrar no âmago da questão, conversar olho no olho", explicou. Dois dos jogadores que serão mais cobrados são o zagueiro Rafael Toloi e o meia Michel Bastos, que foram expulsos na derrota para o Palmeiras e podem ter multa em parte do salário.

Logo após a derrota, Muricy Ramalho demonstrou desânimo, ao admitir que não sabia mais quais atitudes poderia tomar para fazer a equipe evoluir. Ataíde, porém, explicou que essa tristeza passou e o técnico chegou para trabalhar nesta quinta convicto de que pode fazer a equipe reagir e buscar uma vitória na semana que vem na Argentina, quando o São Paulo enfrenta o San Lorenzo, pela Copa Libertadores.

Ataíde tem recebido muitas críticas da torcida e disse que compreende e merece os xingamentos. A insatisfação dos tricolores com o dirigente começou no dia 8 de março, após a derrota por 1 a 0 para o Corinthians, quando, em entrevista, ele afirmou que nem com os portões abertos, o Morumbi teria recebido bom público. "A torcida só vai se sentir bem quando ganharmos do San Lorenzo, seguirmos na Libertadores e conseguirmos derrubar Palmeiras e Santos nas próximas fases do Campeonato Paulista", disse.

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