Publicado 23 de Março de 2015 - 9h40

Por Agência Estado

Robinho comemora no Pacaembu; Santos lidera Grupo D do Paulistão com ampla vantagem sobre o segundo colocado

Ale Frata/AE

Robinho comemora no Pacaembu; Santos lidera Grupo D do Paulistão com ampla vantagem sobre o segundo colocado

A busca por melhores rendas em jogos fez com que a diretoria do Santos resolvesse apostar tudo em mandos no estádio do Pacaembu, em São Paulo, mas a ideia tem sido um fracasso em números, por culpa de sua torcida. O confronto contra o Audax, no último sábado, pela 11.ª rodada do Campeonato Paulista, mais uma vez teve público decepcionante. Apenas 9.113 pagantes.

O presidente Modesto Roma Júnior fez um acordo com uma empresa, que “comprou” os mandos das partidas contra Linense, Red Bull Brasil e Audax e mandou os jogos para o Pacaembu, mas o retorno foi praticamente zero. O borderô será divulgado nesta segunda-feira, mas é certo que, se tiver renda líquida positiva, será um valor muito pequeno. Contra o Red Bull, foram 8.158 pagantes e a renda foi negativa de R$ 32.263,07. Diante do Linense, 12.897 ingressos foram vendidos e a renda líquida positiva foi de R$ 19.113,05.

Modesto Roma Júnior não esconde a decepção com a torcida. “Vendemos os três jogos para um parceiro e ele teve prejuízo. Isso não é bom. A torcida não compareceu. Era um dia bom, horário bom, o Santos em alta, time completo... Era para a torcida lotar o Pacaembu e vieram só 11 mil. É hora do torcedor acordar e mostrar sua força”, disparou.

A situação da parceria está tão constrangedora que o Santos estuda a possibilidade de fazer um quarto jogo como bônus para a parceira, com o intuito de reduzir o prejuízo. A partida seria diante do São Bento, no próximo dia 29.

Esta empresa, que não teve o nome relevado, já demonstrou interesse em assumir o comando do Pacaembu para que o Santos mande seus jogos no estádio paulistano. A Prefeitura de São Paulo deve fazer uma licitação com todos os interessados em assumir o comando do estádio. “Existem parceiros que estão entrando no processo licitatório”, confirmou Modesto Roma Júnior.

Caso a empresa vença a licitação, ela ficaria responsável por fazer uma reforma no Pacaembu e o Santos não teria que pagar nada para jogar no estádio e, esporadicamente, poderia fazer jogos na Vila Belmiro.

DE OLHO NO ARTILHEIRO - Enquanto tenta colocar as finanças em dia, o Santos analisa o mercado em busca de reforços para o segundo semestre. O meia Rafael Longuine, artilheiro do Paulistão com oito gols pelo Audax, está nos planos da diretoria. “Ele é um belo jogador. Os dirigentes estão analisando e vão fazer o que for melhor para o Santos. Ele está fazendo um grande campeonato e estamos o observando”, disse o técnico Marcelo Fernandes.

A prioridade é conseguir a renovação de contrato de Ricardo Oliveira, que tem vínculo até o fim do Estadual. O atacante está sendo sondado por outros clubes brasileiros, mas avisou que vai dar prioridade para negociar com o Santos.

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